Ponteiro Anti-Horário
Uma dobra no espaço
E o tempo dobrado
Que eu queria ter dado
À você
No minuto seguinte
Do tecido emendado
Que eu teria rasgado
Por nós
Tua roupa amassada
Que não é mais passada por mim
Sem o cuidado que eu podia ter dado
A mais
Vou girar o ponteiro anti-horário
Procurar algum corpo pesado
Que atraia almas leves pro mesmo lugar
Dessa vez eu não erro o horário
Não me atraso e também não saio
Do instante em que você me tocar
Esquece
O que passou de errado, passou
Me leve
Pro que ficou de certo e firmou
Um pé na história
Porque o que tá na memória
Ainda dá pra alcançar
Vou girar o ponteiro anti-horário
Procurar algum corpo pesado
Que atraia almas leves pro mesmo lugar
Dessa vez eu não erro o horário
Não me atraso e também não saio
Do instante em que você me tocar
Aguja Antihoraria
Un pliegue en el espacio
Y el tiempo doblado
Que hubiera querido dar
A ti
En el minuto siguiente
Del tejido remendado
Que hubiera rasgado
Por nosotros
Tu ropa arrugada
Que ya no plancho más
Sin el cuidado que podría haber dado
Más
Voy a girar la aguja antihoraria
Buscar algún cuerpo pesado
Que atraiga almas ligeras al mismo lugar
Esta vez no me equivoco en la hora
No llego tarde y tampoco me voy
Del momento en que me toques
Olvídate
De lo que salió mal, ya pasó
Llévame
A lo que quedó bien y se consolidó
Un pie en la historia
Porque lo que está en la memoria
Todavía se puede alcanzar
Voy a girar la aguja antihoraria
Buscar algún cuerpo pesado
Que atraiga almas ligeras al mismo lugar
Esta vez no me equivoco en la hora
No llego tarde y tampoco me voy
Del momento en que me toques
Escrita por: Gabriel de Sousa Rodrigues