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Primavera del Sertón

Acruviana

Primavera do Sertão

Cansou, parou, sumiu
Desfantasiou, depois sorriu
E então olhou e viu
Que ta tudo abismo
Sentado, parado, calado
Mal acostumado sorriu lembrando
O quão covarde ele era

Que não aceita a primavera
Que ta chegando no portão
Para os ratos se esconderem
Aflitos, tão frágeis, calados no porão

E então chorou, lembrando
Do tempo que passou sonhando
E tudo que viveu esperando
Uma nova era...

E agora aceita a primavera
Que já passou do portão
E agora está gritando:
"Fora" no meio da multidão

É a primavera do sertão

E então chorou, lembrando
Do tempo que passou sonhando
E tudo que viveu esperando
Uma nova era

E agora aceita a primavera
Que já passou do portão
E agora está gritando:
"Fora" no meio da multidão

É a primavera do sertão

Primavera del Sertón

Cansado, se detuvo, desapareció
Desilusionado, luego sonrió
Y luego miró y vio
Que todo es abismo
Sentado, quieto, callado
Mal acostumbrado sonrió recordando
Lo cobarde que era

Que no acepta la primavera
Que está llegando al portón
Para que los ratones se escondan
Angustiados, tan frágiles, callados en el sótano

Y luego lloró, recordando
El tiempo que pasó soñando
Y todo lo que vivió esperando
Una nueva era...

Y ahora acepta la primavera
Que ya pasó del portón
Y ahora está gritando:
'Fuera' en medio de la multitud

Es la primavera del sertón

Y luego lloró, recordando
El tiempo que pasó soñando
Y todo lo que vivió esperando
Una nueva era

Y ahora acepta la primavera
Que ya pasó del portón
Y ahora está gritando:
'Fuera' en medio de la multitud

Es la primavera del sertón

Escrita por: Max Medeiros