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Dos Desgraciados

Ademir e Ademar

Dois Desgraçados

Quem é você para me criticar?
Me difamar nesse gesto atrevido
Uma mulher de moral e vergonha
Não fala mal do seu próprio marido

A roupa suja lava-se em casa
Não é preciso os outros ver
O que se passa em nossa casa
Não é preciso ninguém saber

Sei muito bem que não sou um santo
Nem o canalha o qual você diz
Não tenho culpa se seu ciúme
Nos transformou num casal infeliz

Se separamos as nossas vidas
Foi você mesma que assim quis
Por isso chega de criticar-me
Por tantas coisas que eu não fiz

Para acabar esse inferno de ódio
Vou procurar um verdadeiro amor
Que traga paz que tanto procuro
E que transforme seu ódio em flor

Eu lhe aconselho fazer o mesmo
Já que vivemos tão separados
Triunfaremos em novo amor
Ou nos tornamos dois desgraçados

Dos Desgraciados

¿Quién eres tú para criticarme?
Difamarme con ese gesto atrevido
Una mujer de moral y vergüenza
No habla mal de su propio marido

La ropa sucia se lava en casa
No es necesario que los demás vean
Lo que sucede en nuestro hogar
No es necesario que nadie sepa

Sé muy bien que no soy un santo
Ni el canalla del que hablas
No tengo la culpa de que tu celos
Nos haya convertido en un par infeliz

Si separamos nuestras vidas
Fue porque así lo quisiste
Así que deja de criticarme
Por tantas cosas que no hice

Para terminar con este infierno de odio
Buscaré un amor verdadero
Que traiga la paz que tanto busco
Y convierta tu odio en flor

Te aconsejo que hagas lo mismo
Ya que vivimos tan separados
Triunfaremos en un nuevo amor
O nos convertiremos en dos desgraciados

Escrita por: Antonio De Lima / Antonio Soares