Caneta de Ouro
A formiga inteligente corta bem longe do formigueiro
A barata que é sabida não passa perto do galinheiro
O cavalo bem domado obedece o freio e o cavaleiro
A moça sabida casa pelo amor não pelo dinheiro
Quem gosta de água limpa chega na frente e bebe primeiro
Quem tem medo de feitiço não passa perto do feiticeiro
Quem tem medo do calote passa distante do caloteiro
Quem não gosta da gandaia não vai na rua que tem puteiro
Sem ter carro e sem dinheiro pobre do pobre é a pé que anda
Quem não faz compra no shopping faz sua compra em qualquer quitanda
Quando é tempo de verão o caboclo almoça em sua varanda
No país que nós vivemos não vejo pobre ganhar demanda
Aonde tem alegria a tristeza chega e fica de banda
No lugar que tem catira a moda caipira é quem comanda
O que é bom já nasce feito não é preciso de propaganda
Ganhou caneta de ouro o mestre poeta João Miranda
Pluma de Oro
La hormiga inteligente se aleja del hormiguero
La cucaracha astuta no se acerca al gallinero
El caballo bien domado obedece al freno y al jinete
La mujer astuta se casa por amor, no por dinero
Quien prefiere agua limpia llega primero y bebe
Quien teme a los hechizos no se acerca al hechicero
Quien teme a ser estafado se aleja del estafador
Quien no disfruta de la juerga no va a la calle de prostíbulos
Sin carro y sin dinero, el pobre camina a pie
Quien no compra en el centro comercial, compra en cualquier tienda
En verano, el campesino almuerza en su porche
En nuestro país, no veo al pobre ganar una demanda
Donde hay alegría, la tristeza llega y se queda de lado
En el lugar donde hay música folclórica, la moda campesina es la que manda
Lo que es bueno nace hecho, no necesita publicidad
El maestro poeta João Miranda ganó una pluma de oro