SURURU
Não posso sair de casa que a mulher pega no pé
Quando chego a coisa ferve e logo vira um banzé
Ela grita da cozinha quem você pensa que é
Ta achando que eu não sei que "oce" foi no cabaré
Então eu grito da sala, você não sabe o que fala
Fecha essa boca muié
Ela responde nervosa me arrependo noite e dia
De ter casado contigo e viver nessa agonia
Então eu falo pra ela pare com essa histeria
Namoramos quinze anos, tu casou porque queria
Espumando de tão brava ela diz mamãe falava
Só eu que não percebia
Naquilo perco a paciência e meto o pé nas cadeiras
Ela diz ta vendo só o que da sua bebedeira
Eu digo não tô de fogo deixa de ser fuxiqueira
Vai pilotar o fogão pare de falar besteira
Ela passa logo a mão no rolo de macarrão
E acorda a cidade inteira
Eu grito solta esse pau, que os vizinhos vão chiar
Ela fala que se dane, é bom eles escutar
Isso é pra ver que você não é flor de se cheirar
Vai pro banho seu fedido, pro gambá não desmaiar
Eu falo não sou seu pai, que toda noite que sai
Pra casa não quer voltar
Nisso ela vem pro meu lado parece soltar fumaça
Feito uma fera no cio acabo virando caça
Ela me pega e me ataca e com carinho me amassa
Trocamos tapa por beijo, beijando a gente se abraça
Gemendo vamos pra cama, brigando a gente se ama
É assim que a raiva passa
SURURU
No puedo salir de casa que la mujer me persigue
Cuando llego, las cosas se ponen calientes y pronto se convierte en un alboroto
Ella grita desde la cocina, ¿quién te crees que eres?
¿Crees que no sé que fuiste al cabaret?
Entonces grito desde la sala, no sabes lo que dices
Cierra esa boca, mujer
Ella responde nerviosa, me arrepiento noche y día
De haberme casado contigo y vivir en esta agonía
Entonces le digo que deje de histérica
Salimos juntos durante quince años, te casaste porque querías
Espumando de enojo, ella dice que mamá decía
Solo yo no me daba cuenta
En eso pierdo la paciencia y pateo las sillas
Ella dice, ¿ves lo que pasa por tu borrachera?
Yo digo que no estoy borracho, deja de ser chismosa
Ve a cocinar, deja de hablar tonterías
Ella agarra el rodillo de masa
Y despierta a toda la ciudad
Grito suelta ese palo, los vecinos se quejarán
Ella dice que se jodan, es bueno que escuchen
Esto es para que veas que no eres fácil de tratar
Ve a bañarte, apestoso, para que no desmaye la mofeta
Yo digo que no soy tu padre, que cada noche que sales
No quieres volver a casa
Entonces ella viene a mi lado, parece soltar humo
Como una fiera en celo, termino convirtiéndome en presa
Ella me atrapa y me ataca, y con cariño me aplasta
Cambiamos bofetadas por besos, besándonos nos abrazamos
Gimiendo vamos a la cama, peleando nos amamos
Así es como la rabia se va