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Mi infancia

Adilson e Deosdete

Minha Infância

Sentado num banco
Feito de madeira
Em frente a soleira
Já estava escuro

Me vi no passado
Quando era criança
A minha infância
Hey que tempo duro

Peguei a viola
Comecei a pontiar
Saiu da caixola
Uma melodia que me fez lembrar

O meu velho pai
Que tanto amei
Confesso que o peito
Apertou não aguentou
Bateu a saudade
Peguei a chorar

Sou filho da roça
Confesso, e não nego
Por onde andar
Desse jeito eu carrego
O som da viola
É minha inspiração
Que alivia a saudade
Que eu tenho do sertão

Lá em casa não tinha
Luz de energia
A luz que existia
Era de um lampião
E das lamparinas
Que a gente fazia
Meu deus que alegria
Aquele sertão

Carne preparada
Guardada na banha
Mamãe tinha as manhas
Pra não estragar

A água fresquinha
No filtro e no jarro
Fogão e as paredes
Na tinta do barro
No defumador
O toicinho a pingar

Sou filho da roça
Confesso, e não nego
Por onde andar
Desse jeito eu carrego
O som da viola
É minha inspiração
Que alivia a saudade
Que eu tenho do sertão

Depois de um dia
De muito trabalho
Mão cheia de calo
Num banco sentava
Radinho ligado
Ouvindo os caipiras
E o povo da roça
Sempre se alegrava

Peneira de milho
Ainda com casca
No dia seguinte
Tratar das galinhas
E toda a criação

Naquele sertão
Pra saber de noticias
As informações e coisas da polícia
A Voz do Brasil dava a informação

Mi infancia

Sentado en un banco
Hecho de madera
Frente al umbral
Ya estaba oscuro

Me vi en el pasado
Cuando era niño
Mi infancia
Hey, qué tiempo duro

Tomé la guitarra
Comencé a puntear
Salió de la mente
Una melodía que me hizo recordar

Mi viejo padre
A quien tanto amé
Confieso que el pecho
Se apretó, no aguantó
La nostalgia golpeó
Y me puse a llorar

Soy hijo del campo
Lo confieso, no lo niego
Donde quiera que vaya
De esta manera cargo
El sonido de la guitarra
Es mi inspiración
Que alivia la nostalgia
Que tengo por el campo

En casa no teníamos
Luz eléctrica
La luz que teníamos
Era de una lámpara
Y de las lámparas
Que hacíamos
Dios mío, qué alegría
Ese campo

Carne preparada
Guardada en manteca
Mamá tenía la habilidad
Para que no se echara a perder

El agua fresca
En el filtro y en la jarra
La estufa y las paredes
Con pintura de barro
En el ahumador
La panceta goteando

Soy hijo del campo
Lo confieso, no lo niego
Donde quiera que vaya
De esta manera cargo
El sonido de la guitarra
Es mi inspiración
Que alivia la nostalgia
Que tengo por el campo

Después de un día
De mucho trabajo
Manos llenas de callos
Me sentaba en un banco
Radio encendida
Escuchando a los campesinos
Y la gente del campo
Siempre se alegraba

Cernidor de maíz
Aún con cáscara
Al día siguiente
Cuidar de las gallinas
Y toda la cría

En ese campo
Para saber las noticias
La información y cosas de la policía
La Voz de Brasil daba la información

Escrita por: Deosdete Bispo