Festa No Paraíso
Me diga seu doutor se eu fiquei no prejuízo
Eu tirei uma soneca e acordei no paraíso (bis)
São Pedro abriu a porta apertou a minha mão
Falei com meu padre Ciço me benzeu Frei Damião
Olhei Maria bonita me perguntou Lampião
E aí cabra-da-peste como vai o meu sertão
Ouvi um vozeirão era Galego aboiador
Fazendo verso mais Pinto na frente do Criador
Chacrinha se apresentava no teatro do Senhor
Mais Lindú Gogó de ouro e Zé Pacheco tocador
Me diga seu doutor se eu fiquei no prejuízo
Eu tirei uma soneca e acordei no paraíso (bis)
Vi Jackson fazendo ritmo com um pandeiro na mão
Sivuca fazia acorde que a lua brilhava o chão
Foi chegando Marines, Gonzaguinha e Gonzagão
Vi acender as estrelas na voz do rei do Baião
Perguntei a São João que veio logo me avisar
Nessa festa ninguém bebe nem também pode dançar
Na festa do meu Senhor se mostra o dom que ele dá
Se a arte nunca morre o dom não pode se acabar.
Fiesta en el Paraíso
Dígame, doctor, si salí perdiendo
Me dormí una siesta y desperté en el paraíso (bis)
San Pedro abrió la puerta, me estrechó la mano
Hablé con mi padre Ciço, me bendijo Frei Damião
Vi a María bonita, me preguntó Lampião
Y ahí, cabrón de peste, ¿cómo va mi sertón?
Escuché una voz potente, era Galego cantor
Haciendo versos con Pinto delante del Creador
Chacrinha se presentaba en el teatro del Señor
Mientras Lindú Gogó de oro y Zé Pacheco tocador
Dígame, doctor, si salí perdiendo
Me dormí una siesta y desperté en el paraíso (bis)
Vi a Jackson marcando ritmo con un pandeiro en la mano
Sivuca tocaba acordes mientras la luna iluminaba el suelo
Llegaron Marines, Gonzaguinha y Gonzagão
Vi brillar las estrellas en la voz del rey del Baião
Le pregunté a San Juan, que vino a advertirme
En esta fiesta nadie bebe ni tampoco puede bailar
En la fiesta de mi Señor se muestra el don que él da
Si el arte nunca muere, el don no puede acabar.