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Brasilzão, Melô do Mensalão

Adilson Teixeira

Brasilzão, Melô do Mensalão

Do jeito que as coisas vão, já não dá mais pra viver
Sem emprego, sem salário, a fome vai aparecer
O nordeste não está longe, o nordeste está aqui
Começo no iapoqui e termina no xuí

Brasileiro é teimoso, hosnesto e trabalhador
Não tem grandes ganâncias à não ser os doutores
De colarinho branco que dirigem o país
Tiram pra filhas das filhas, netas e bisnetas
E esquecem de mim

O brasilzão o país da bola, do carnaval, axé e baião
O brasilzão pra lavar mais dinheiro inventaram até o mensalão

Tem água com fartura, milho, soja e algodão
Ouro, diamante, petróleo, ar puro pro pulmão
Não temos vendaval, muito menos furacão
Mas tem essa raça ordinária que assola a união




Brasilzão, Melô do Mensalão

Con la forma en que van las cosas, ya no se puede vivir
Sin trabajo, sin salario, el hambre va a aparecer
El noreste no está lejos, el noreste está aquí
Comienza en Iapoqui y termina en Xuí

El brasileño es terco, honesto y trabajador
No tiene grandes ambiciones excepto los doctores
De cuello blanco que dirigen el país
Se llevan para sus hijas, nietas y bisnietas
Y se olvidan de mí

El Brasil, el país del fútbol, del carnaval, axé y baião
El Brasil para lavar más dinero inventaron hasta el mensalão

Hay agua en abundancia, maíz, soja y algodón
Oro, diamantes, petróleo, aire puro para los pulmones
No tenemos vendavales, mucho menos huracanes
Pero tenemos esta raza ordinaria que asola la unión

Escrita por: Adilson Teixeira