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Platónica

Adna Oliveira

Platônica

Meu aperto de mão é forte
Meu abraço cheio, apertado
Meu beijo quente intenso
Você quer ser meu namorado?
Atrapalhada, desengonçada
Mesmo tentando me esconder
Acabo me denunciando
Me entregando sem querer

Não se assuste nem se espante
Esse é só o meu jeito de ser
Meio aflito e inconstante
Mania de me revelar sem falar
Te deixo, meio assim, sem querer
Logo depois saio despistando
Sorrindo, brincando
Te deixo tonto duvidando

Sem que ninguém saiba
Eu vivo um amor escondido
E assim, vou levando a vida
Mais um sentimento perdido
Não se assuste nem se espante
Esse é só o meu jeito de ser
Meio aflito e inconstante

Afinal, nem eu sei o que é?
Se é amor, amizade? Ou tesão?
Nessa minha confusão
Vou levando a vida. Sei não!

Platónica

Mi apretón de manos es firme
Mi abrazo lleno, apretado
Mi beso cálido e intenso
¿Quieres ser mi novio?
Despistada, desgarbada
Aunque intento esconderme
Termino delatándome
Entregándome sin querer

No te asustes ni te sorprendas
Este es simplemente mi forma de ser
Medio ansiosa e inconstante
Manía de revelarme sin hablar
Te dejo, medio así, sin querer
Luego me voy despistando
Sonriendo, bromeando
Te dejo aturdido, dudando

Sin que nadie sepa
Vivo un amor escondido
Y así, sigo llevando la vida
Un sentimiento más perdido
No te asustes ni te sorprendas
Este es simplemente mi forma de ser
Medio ansiosa e inconstante

Después de todo, ¿ni yo sé qué es?
¿Es amor, amistad? ¿O deseo?
En esta confusión mía
Sigo llevando la vida. ¡No sé!

Escrita por: Adna Oliveira