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Canibalismo Em Tóquio

Ado

Tokyo Cannibalism

あい あい あい あい が たりない の
ai ai ai ai ga tarinai no?
げれつ むせん に のまれて ほうだい
geretsu musen ni nomarete houdai
みらい きたい ふはい め が まわって
mirai kitai fuhai me ga mawatte
うえ を しのげず さまよう とうきょう
ue wo shinogezu samayou tokyo

しっそ けんやく きょう を いきぬいて
shisso kenyaku kyou wo ikinuite
あかい しんごう おさき に ばんざい
akai shingou osaki ni banzai
ぐろう ひろう した を ならし あって
gurou hirou shita wo narashiatte
むのう に はいたいてき な まいまいんど
munou ni haitaiteki na my mind

うそ だらけ の せいてん に まなべ
uso darake no seiten ni manabe
ほうしてき な ろうどう を ささげ
houshiteki na roudou wo sasage
かね を ささげ ゆめ を ささげ
kane wo sasage yume wo sasage
まち は うえた ほうしょく に あふれだす
machi wa ueta houshoku ni afuredasu

ぐんしゅう は とうきょう かにばりずむ
gunshuu wa tokyo kanibarizumu
じょうじゃく な しょうじょ の かーにばる
joujaku na shoujo no kaanibaru
ろうたい むじゃき な あるごりずむ
routai mujaki na arugorizumu
あがけ ど げんじつ は ぽりりずむ
agake do genjitsu wa poririzumu

あい あい あい あい が たりない の
ai ai ai ai ga tarinai no?
おい に ろうひ で うすれる がいとう
oi ni rouhi de usureru gaitou
たえず むあい な あい を わずらって
taezu muai na ai wo wazuratte
きせん ろうにゃく むきりょく なんだい
kisen rounyaku mukiryoku nandai

くえ ど くわれ もうどう よ すたれ
kue do kuware moudou yo sutare
けんそう に きえた おるかちずむ
kensou ni kieta orukatizumu
とらわれた この み を ささげ
torawareta kono mi wo sasage

ゆらり ゆれる ごそう ろうごく に
yurari yureru gosou rougoku ni
み を ゆだね とびこむ ぐしゃ の むれ
mi wo yudane tobikomu gusha no mure
ぐる ぐる ぐる と まわる かちく さ とうきょう
guru guru guru to mawaru kachiku sa tokyo

みぎ に ひだり まえ ならえ
migi ni hidari mae narae
きかぬ こじき こえ を ただせ
kikanu kojiki koe wo tadase
かいならされ まち は とうきょう かにばりずむ
kainarasare machi wa tokyo kanibarizumu

ぐんしゅう は とうきょう かにばりずむ
gunshuu wa tokyo kanibarizumu
ぼうじゃく むじん の かーにばる
boujaku mujin no kaanibaru
けんぜん きょうき の じゃーなりずむ
kenzen kyouki no jaanarizumu
みらい と げんじつ の ぽりりずむ
mirai to genjitsu no poririzumu

ああ かよわき みんしゅう の さけび
aa kayowaki minshuu no sakebi
ああ うるわしい こえ あげて
aa uruwashii koe agete
ゆめ を もとめ あい を もとめ
yume wo motome ai wo motome
ぐんしゅう は とうきょう かにばりずむ
gunshuu wa tokyo kanibarizumu

Canibalismo Em Tóquio

Amor, amor, amor, amor não é o suficiente?
Sendo engolidos pela decadência e pela miséria, sem qualquer limite
O futuro, as expectativas e a decadência me deixa tonta
Sem conseguir suportar a fome, eu vagueio por Tóquio

Sobrevivo a mais um dia economizando e poupando
Viva o sinal vermelho à frente
Zombaria e exaustão, estalando a língua um pro outro
Até que minha mente se deteriore por incompetência

Aprenda com esse livro sagrado cheio de mentiras
Dedique seu trabalho servil a algo feito gratuitamente
Dedique seu dinheiro, dedique seus sonhos
A cidade transborda de gula faminta

A multidão é o próprio canibalismo de Tóquio
O espetáculo de uma garota frágil
Um algoritmo velho e inocente
Por mais que eu lute, a realidade é um polirritmo

Amor, amor, amor, amor não é o suficiente?
Postes de luz que se apagam com o envelhecimento e o desperdício
Me preocupando constantemente por um amor sem afeto
E todos, ricos e pobres, jovens e idosos, sofrem com o desafio da letargia

Coma ou seja comido, que essa fúria selvagem desapareça
O ocultismo desapareceu no caos
Ofereça este seu corpo aprisionado

Na prisão ilusória que balança suavemente
À escolta da prisão, pois somos um bando de tolos que se atiram em qualquer coisa
Girando, girando, girando, a selvageria de Tóquio

Esquerda, depois direita, siga quem está à sua frente
Os mendigos que não querem ouvir nada, que acertem suas próprias vozes
Domesticados, a cidade inteira se torna o canibalismo de Tóquio

A multidão é o próprio canibalismo de Tóquio
Essa pessoa arrogante é um canibal
O jornalismo dessa loucura saudável
É o polirritmo do futuro e da realidade

Ah, os gritos de uma multidão fraca
Ah, levantem suas vozes encantadoras
Buscando sonhos, buscando amor
A multidão é o próprio canibalismo de Tóquio

Escrita por: Ado