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Sobre Algunas Cosas

Adolar Marin

Sobre Algumas Coisas

Eu não vim pedir a bênção, eu não vim pedir aval
Eu não vim pedir licença, vim de forma natural
Vim de onde todos nascem quando a sina é o sinal
Vim do vinho e do vinagre, vinde a mim quem é igual

Eu não vou cantar só certo e não vou cantar sozinho
Só pra quem estiver aberto, quem me ver no meu caminho
Onde a onda é passageira, motorista sendo eu
Sendo arte enquanto artista, de um só ninho, meu e seu

Ninho esse que é antigo, ninho esse secular
Bem mais velho que o arquivo que vai nos catalogar
Entre coisas já manjadas, já desditas, blá-blá-blá
Ninho-ovo, ninho-ave, ninguém sabe quem lá está
Ninguém sabe quem lá está

Eu não vim...igual

Eu não fui menino pobre, nem cantei dentro da mãe
Não sou de família nobre, sou o primeiro deste clã
E clandestino, de passagem, sem sotaque nem afã
Geografia brasileira, onde for eu sou seu fã

Ninho esse... lá está

Sobre Algunas Cosas

No vine a pedir bendiciones, no vine a pedir aprobación
No vine a pedir permiso, vine de forma natural
Vengo de donde todos nacen cuando la señal es clara
Vengo del vino y del vinagre, venid a mí quienes son iguales

No voy a cantar solo lo correcto y no cantaré solo
Solo para aquellos que estén abiertos, quienes me vean en mi camino
Donde la ola es pasajera, siendo yo el conductor
Siendo arte como artista, de un solo nido, tuyo y mío

Nido que es antiguo, nido secular
Mucho más viejo que el archivo que nos catalogará
Entre cosas ya sabidas, ya desdichas, bla bla bla
Nido-huevo, nido-ave, nadie sabe quién está allí
Nadie sabe quién está allí

No vine... igual

No fui un niño pobre, ni canté dentro de mi madre
No soy de familia noble, soy el primero de este clan
Y clandestino, de paso, sin acento ni prisa
Geografía brasileña, donde vaya soy tu fan

Nido ese... allí está

Escrita por: Adolar Marin