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Caballo Morado

Adolfinho e Chitãozito

Cavalo Roxo

Tenho meu cavalo roxo
Que eu comprei do João vermelho
Comprei quando ele era bravo
Foi eu mesmo que amansei
Hoje ele é manso completo
É macho dos meu passeio

Tempo de ano e baltrana
Cabeçada cheia de maia
Minha rédea é torcida
E tem argola Paraguaia
Também uso bota preta
Que faz parte a minha traia

Tem minha capa enverar
Que comprei em Pontalina
Um laço de doze braças
Do couro de uma vaca china
Na garupa do meu roxo
Onde a banca as meninas

Meu revolve é 38
Carimbo lado direito
Trago ele na cintura
No lugar que sou suspeito
Trinta bala na guiaca
Com goiano é desse jeito

Chego e eu sou convidado
Em boa sociedade
Eu gosto de moça loira
Que é da minha vaidade
Onde eu passo no meu roxo
Deixo rastro de saudade

Caballo Morado

Tengo mi caballo morado
Que compré de Juan el rojo
Lo compré cuando era bravo
Fui yo quien lo domé
Hoy es un manso total
Es macho de mis paseos

Tiempo de año y baltrana
Cabezada llena de maia
Mi rienda es torcida
Y tiene argolla paraguaya
También uso bota negra
Que es parte de mi equipo

Tengo mi capa enverada
Que compré en Pontalina
Un lazo de doce brazas
De cuero de una vaca china
En la grupa de mi morado
Donde se sientan las chicas

Mi revólver es 38
Con sello del lado derecho
Lo llevo en la cintura
En el lugar que soy sospechoso
Treinta balas en la mochila
Con un goiano es así

Llego y soy invitado
En buena sociedad
Me gustan las chicas rubias
Que son de mi vanidad
Donde paso en mi morado
Dejo rastro de nostalgia