Os Ilhéus
Uma onda pode vir do céu
Imponderável como as nuvens
E cair no dia feito um véu
Ou a tampa de um ataúde
E nada impede que se afundem
Neo-atlântidas e arranha-céus
Ou que nossas cidades-luzes
Submersas se tornem mausoléus
Em arquipélagos, os ilhéus
Pisarão ruínas ao lume
Do mar, maravilhados e incréus
E devotados a insolúveis
Questões, espuma, areia, fúteis
E ardentes caminhadas ao léu
Los isleños
Una ola puede venir del cielo
Sin ponderar como nubes
Y caer en el día como un velo
O la tapa de un cofre
Y nada impide que se hundan
Neo-Atlantis y rascacielos
O que nuestras ciudades de luz
Sumergido se convierten en mausoleos
En archipiélagos, los isleños
Van a pisar ruinas en el fuego
Desde el mar, asombrados e incrédulos
Y dedicado a la insoluble
Problemas, espuma, arena, inútil
Y caminatas ardientes en el
Escrita por: Antônio Cícero / Zé Miguel Wisnik