As Áfricas Que a Bahia Canta
Vou mangueirar, festejar feito cucumbis em procissão
Sob as bênçãos de oya, em oração
Comemorando entre becos e vielas
Mais uma estrela da primeira estação
Me anulei dentro da minha própria representação
Ao descobrir que a pele preta era azo de opressão
Mas consegui desfilar sob a égide de Ilu a repicar!
Mães pretas em verde e rosa conscientizando os seus filhos a herdar
Eu vim de longe
Vim de muito longe
Bantu, Haussá, Gege e Iorubá
Liberta a minha voz
Deixa a caneta contar
Gira baiana legado da nossa história!
Oh, rainha
Conduz os guetos negros em cortejos
Eterno jequitibá que lá do alto anuncia
A liberdade e a fé nos orixás
Oh, Mangueira
Com surdos, xequeres e afoxés
Timbalada, Reggae e Nagô
Com muito samba no pé
Hoje reduto do meu Axé
Las Áfricas Que Canta Bahía
Voy a desfilar, celebrar como cucumbis en procesión
Bajo las bendiciones de Oya, en oración
Celebrando entre callejones y callejuelas
Otra estrella de la primera estación
Me anulé dentro de mi propia representación
Al descubrir que la piel negra era motivo de opresión
Pero logré desfilar bajo la égida de Ilu repicando
Madres negras en verde y rosa concienciando a sus hijos a heredar
Vine de lejos
Vine de muy lejos
Bantu, Haussá, Gege e Iorubá
Libera mi voz
Deja que la pluma cuente
Gira baiana legado de nuestra historia
Oh, reina
Conduce a los guetos negros en desfiles
Eterno jequitibá que desde lo alto anuncia
La libertad y la fe en los orixás
Oh, Mangueira
Con tambores, xequeres y afoxés
Timbalada, Reggae y Nagô
Con mucho samba en el pie
Hoy bastión de mi Axé
Escrita por: Jorge Mazzoni / Junior Miranda