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Absenta

Alaíde Costa

Absinto

Hoje a coisa mais firme que creio
É que eu te odeio
E é esse o ódio que eu mais choro
Eu te adoro
Eu te adoro
Eu bebo essas águas passadas
Como um vinho
Que não há de voltar do seu caminho
Pra acabar com essa sede que inda sinto

Um absinto de mágoas, de insônia
E de saudade
Como se enlouquecendo essa metade
Voltasse a metade que foi contigo
Eu bebo quando fico assim desesperada
Quem me dera ficar apaixonada
Pra encontrar o outro lado do moinho

Eu me embriago
Porque o meu futuro é muito vago
Eu sinto a tua falta do meu lado
Eu bebo a tua ausência de carinho

Águas passadas
Que vinho amargo
Que gosto tão ruim!
Eu tenho sede
Eu tenho medo do que será de mim

Um absinto de mágoas, de insônia
E de saudade
Como se enlouquecendo essa metade
Voltasse a metade que foi contigo

Eu bebo quando fico assim desesperada
Quem me dera ficar apaixonada
Pra encontrar o outro lado do moinho

Eu me embriago
Porque o meu futuro é muito vago
Eu sinto a tua falta do meu lado
Eu bebo a tua ausência de carinho

Águas passadas
Que vinho amargo
Que gosto tão ruim!
Eu tenho sede
Eu tenho medo do que será de mim

Absenta

Hoy la cosa más firme que creo
Es que te odio
Y es este odio que más lloro
Te adoro
Te adoro
Bebo estas aguas pasadas
Como un vino
Que no volverá por su camino
Para acabar con esta sed que aún siento

Un absinto de penas, de insomnio
Y de nostalgia
Como si enloqueciendo esta mitad
Regresara la mitad que fue contigo
Bebo cuando me siento así desesperada
Quién pudiera enamorarse
Para encontrar el otro lado del molino

Me embriago
Porque mi futuro es muy incierto
Siento tu falta a mi lado
Bebo tu ausencia de cariño

Aguas pasadas
Qué vino amargo
¡Qué sabor tan horrible!
Tengo sed
Tengo miedo de lo que será de mí

Un absinto de penas, de insomnio
Y de nostalgia
Como si enloqueciendo esta mitad
Regresara la mitad que fue contigo

Bebo cuando me siento así desesperada
Quién pudiera enamorarse
Para encontrar el otro lado del molino

Me embriago
Porque mi futuro es muy incierto
Siento tu falta a mi lado
Bebo tu ausencia de cariño

Aguas pasadas
Qué vino amargo
¡Qué sabor tan horrible!
Tengo sed
Tengo miedo de lo que será de mí

Escrita por: Fátima Guedes