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Cadarços / Presentimiento

Alaíde Costa

Cadarços / Pressentimento

E ser o teu capataz
Quem sabe o teu algoz
E refazer os teus nós
Pôr-te ao jugo dos meus pés
Depois te dizer a sós
Afinal quem somos nós?
E te ouvir dizer nós
Mas como desatar os nós dos teu sapatos
Se nunca estamos sós?
Se nunca estivemos sós?

Ai, ardido peito
Quem irá entender o teu segredo?
Quem irá pousar em teu destino
E depois morrer de teu amor?
Ai, mais quem virá?
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada

Vem, meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando meu abrigo
Vem, que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento

Cadarços / Presentimiento

Ser tu capataz
Quién sabe tu verdugo
Y deshacer tus nudos
Ponerte bajo el yugo de mis pies
Luego decirte a solas
Al final, ¿quién somos nosotros?
Y escucharte decir nosotros
Pero ¿cómo desatar los cordones de tus zapatos
Si nunca estamos solos?
¿Si nunca hemos estado solos?

Ay, ardiente pecho
¿Quién entenderá tu secreto?
¿Quién se posará en tu destino
Y luego morirá de tu amor?
Ay, ¿quién vendrá más?
Me pregunto todo el tiempo
Y la respuesta es el silencio
Que atraviesa la madrugada

Ven, mi nuevo amor
Voy a dejar la casa abierta
Ya escucho tus pasos
Buscando mi refugio
Ven, que ha salido el sol
Los jardines están floreciendo
Todo es presentimiento

Escrita por: Alaíde Costa / Elton Medeiros / Hermínio Belo de Carvalho