Cobras e Lagartos
Nunca mais vai beber minhas lágrimas
Não vai não
Me fazer de gato e sapato
Não vai mesmo, não
Se eu choro, me lanho e me arranho
Não é de saudade
Suponho que não
É uma dor que emudece aqui dentro
O meu coração
Se eu lembro de suas palavras
Me vem um suor
E o sangue me ferve
A cabeça esquenta
E eu fico pior
Me devolvo aos meus travesseiros
E perco o meu sono
Que coisa ruim
Eu só sei é que a imagem dele
Pregada na insônia
Não desgruda de mim
Cobras y Lagartos
Nunca más beberás mis lágrimas
No lo harás
No me harás sentir como un títere
De ninguna manera
Si lloro, me desgarro y me araño
No es por añoranza
Supongo que no
Es un dolor que silencia aquí adentro
Mi corazón
Si recuerdo tus palabras
Me viene un sudor
Y la sangre me hierve
La cabeza se me calienta
Y me siento peor
Vuelvo a mis almohadas
Y pierdo el sueño
Qué cosa tan mala
Lo único que sé es que su imagen
Clavada en el insomnio
No se despega de mí
Escrita por: Hermínio Belo de Carvalho / Sueli Costa