Pout-Porri (Uma vez por mês/ As andorinhas)
As andorinhas voltaram e eu também voltei
Pousar num velho ninho que um dia aqui deixei.
Nós somos andorinhas que vão e que vem
À procura de amor
Às vezes volta cansada ferida, machucada
Mas volta pra casa batendo suas asas
Com grande dor
Igual à andorinha que eu parti sonhando
Mas foi tudo em vão voltei sem felicidade
Porque na verdade
Uma andorinha voando sozinha
Não faz verão
Já que eu não tive a sorte
De ter você meu bem ao meu lado
Eu preciso ser mais forte
Para resistir e viver conformado
Se é que o destino existe
Não foi favorável, para os dias meus
Não tive a felicidade
De ser o pai dos filhos seus
Às vezes a saudade aperta
Eu vou à procura dos velhos amigos
Somente para perguntar
Como vai você, se está tudo bem
Embora sabendo que vive ao lado de outro
Eu me preocupo
É esse o verdadeiro amor
É a paixão de um homem quando ama alguém
Se eu...
Não tivesse a força que tenho no peito
Eu seria um boêmio perfeito
E dos botequins, um eterno freguês
Mas eu...
Prefiro curtir com dignidade
E para afastar a infinita saudade
Eu bebo somente uma vez por mês
Popurrí (Una vez al mes / Las golondrinas)
Las golondrinas han regresado y yo también he vuelto
A posarme en un viejo nido que un día dejé aquí.
Somos golondrinas que van y vienen
En busca de amor
A veces regresan cansadas, heridas, lastimadas
Pero vuelven a casa batiendo sus alas
Con gran dolor
Igual que la golondrina que partí soñando
Pero todo fue en vano, regresé sin felicidad
Porque en realidad
Una golondrina volando sola
No hace verano
Dado que no tuve la suerte
De tenerte a mi lado, mi amor
Debo ser más fuerte
Para resistir y conformarme con vivir
Si es que el destino existe
No fue favorable para mis días
No tuve la dicha
De ser el padre de tus hijos
A veces la nostalgia aprieta
Voy en busca de viejos amigos
Solo para preguntar
¿Cómo estás? ¿Está todo bien?
Aunque sé que vives al lado de otro
Me preocupo
Ese es el verdadero amor
Es la pasión de un hombre cuando ama a alguien
Si yo...
No tuviera la fuerza que tengo en el pecho
Sería un bohemio perfecto
Y de los bares, un eterno cliente
Pero yo...
Prefiero disfrutar con dignidad
Y para alejar la infinita nostalgia
Solo bebo una vez al mes