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Porto-nostalgia

Alberto & Gabriel Ortaça

Porto-saudade

Há uma saudade maltratando o meu peito
E não tem jeito pra essa saudade bagual
Arrumo as tralhas e me boto estrada a fora
E sem demora vou chegar na capital

É Porto Alegre que me chega na lembrança
Desde criança vou aí para te ver
E nessas águas do Guaíba às vezes mansas
Mergulho sonhos para nunca te esquecer

No monumento ao laçador na zona norte
Lembra os gaúchos pealando nos rincões
Mas neste porto cada dia mais alegre
Com seu carisma vai unindo os corações

Vou até o morro ver a gente lá do campo
Que veio embora não querendo mais voltar
São como eu que hoje chego e me acampo
Tenho aconchego, dá vontade de ficar

Na tardezinha teu pôr-de-sol tão belo
Que é singelo tudo que eu venha dizer
Esses matizes que refletem na minh´alma
Na brisa calma que me faz-te bem querer!

Porto-nostalgia

Hay una nostalgia maltratando mi pecho
Y no hay manera de calmar esta nostalgia campera
Empaco mis cosas y me lanzo a la carretera
Y sin demora llegaré a la capital

Es Porto Alegre lo que viene a mi mente
Desde niño voy allí para verte
Y en esas aguas del Guaíba a veces tranquilas
Sumerjo sueños para nunca olvidarte

En el monumento al laçador en la zona norte
Recuerda a los gauchos trabajando en los rincones
Pero en este puerto cada día más alegre
Con su carisma va uniendo los corazones

Voy hasta el cerro a ver a la gente del campo
Que se fue sin querer volver
Son como yo que hoy llego y me quedo
Tengo confort, dan ganas de quedarme

En la tarde tu hermoso atardecer
Que es sencillo todo lo que pueda decir
Estos matices que reflejan en mi alma
En la brisa tranquila que me hace bien quererte!

Escrita por: Alberto Ortaça / Gabriel Ortaça / Jorge Enio