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Nostalgie de Pernambuco

Alceu Valença

Saudade de Pernambuco

Se aquieta coração
Tá ficando apendinada

Eita saudade lá de Pernambuco
De Iputinga, Arruda, Encruzilhada
De Água Fria, Torre, Dois Irmãos
(olha) saudade tá danada não me agüento, não

E se demora mais um pouco pego o avião
Vou comer sarapatel, carne de charque com feijão
Quando me lembro do Recife dá uma dor no coração
Sanfona do Sivuca, do chefão pra conversar

Gordurinha, arruda, peixe, aroldo, praça, gaguejar
Peixada, da lagosta, do siri, do camarão
Da praia do Rio Doce, onde mora meu irmão
Ai ai, meu Deus, eu vou voltar, não posso mais
Quando me lembro dá vontade de chorar

Daquelas pontes do Capibaribe
Das praças do Beberibe numa noite de luar
Dos valentões com peixeira na cinta
E o punhal de sobreaviso e a rasteira vadiar

Em Pernambuco tudo é diferente
Não é à toa que aquela gente
Que vai lá não quer voltar

Oia o bumba meu boi, ê boi

Nostalgie de Pernambuco

Calme-toi, mon cœur
Ça devient trop lourd

Oh là là, la nostalgie de Pernambuco
D'Iputinga, Arruda, Encruzilhada
D'Água Fria, Torre, Deux Frères
(regarde) la nostalgie est terrible, je ne tiens plus

Et si ça traîne encore un peu, je prends l'avion
Je vais manger du sarapatel, de la viande de charque avec des haricots
Quand je pense à Recife, ça me fait mal au cœur
L'accordéon de Sivuca, le chef pour discuter

Gordurinha, arruda, poisson, Aroldo, place, balbutier
Peixada, de la langouste, du crabe, des crevettes
De la plage de Rio Doce, où vit mon frère
Oh là là, mon Dieu, je vais revenir, je ne peux plus
Quand j'y pense, j'ai envie de pleurer

De ces ponts sur le Capibaribe
Des places de Beberibe sous la lune
Des costauds avec un couteau à la ceinture
Et le poignard prêt à l'emploi et la ruse à traîner

À Pernambuco, tout est différent
Ce n'est pas pour rien que ces gens
Qui y vont ne veulent pas revenir

Regarde le bumba meu boi, eh boi

Escrita por: S. Rosendo, Salvador Miceli