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Cansancio

Alec' (BR)

Cansaço

De novo eu acordei cansado amor, de novo eu tô
Paciência no limite do meu voo
Tão pouco sei o que existe, e o que eu sou
E o que me resta são migalhas de tudo que sobrou

Então não olha para mim
Diz se é tão fácil de me machucar assim
Despido de mim, despido do mundo
Desprotegido de todo mundo
Me pergunta se magoa e eu digo que sim

Eu tô tão magoado ao ponto de viver
E, ao mesmo tempo feliz de ter que estar aqui
E eu sei que eu tenho tanto pra esquecer
Mas as mágoas do meu passado não me deixam mentir

Será que sou eu ou as mudanças?
Os milhares de motivos que levam a vingança
Por que impedir minha mente de ir onde ele alcança?
E o que cansa, por que que tudo é injusto eu era só uma criança

Me cansa tanto ver as noites belas, vazias
Enxergo o tanto e quantas partes dela eu trazia
Será que é natural falar ou natural xingar
Que eu vivo em barreiras que eu não consigo quebrar

Como demonstrar afeto se eu não tenho em mim
Como viver de amor com um eu tão inseguro
Como florescer as rosas do meu jardim?
São problemas normais porque eu não me desculpo

Como demonstrar afeto se eu não tenho em mim
Como viver de amor com um eu tão inseguro
Como florescer as rosas do meu jardim?
São problemas normais porque eu não me desculpo

A tanto tempo eu não converso, eu não desabafo
Eu ando me afogando em verso, rap e compassos
Passos que me levam ao inverso do que eu faço
Desilusões eu não entrego, somente passo

Tão novo e carregando o mundo
Tenho tanta coisa eu não quero cuidar de tudo
Sou tão pequenino para o tamanho do mundo, o tempo é tão curto
A vida passa como um sopro eu não quero perder um segundo

Então será que eu sou tão mau assim
Ou nunca quis me entregar?
Então será que o trauma vive em mim
Ou eu que não sei me cuidar?

Então será que eu sou tão mau assim
Ou eu não soube enxergar
Apesar de eu ser tão ruim
Eu nunca quis me machucar

De novo eu acordei cansado, amor
De novo eu tô, paciência no limite do meu voo
Tão pouco sei o que existe e o que eu sou
E o que me resta são migalhas de tudo que sobrou

Então não olha para mim
Diz se é tão fácil de me machucar assim
Despido de mim, despido do mundo
Desprotegido de todo o mundo
Me pergunte se magoa e eu digo que sim

Cansancio

De nuevo desperté cansado, amor, de nuevo estoy
La paciencia al límite de mi vuelo
Sé tan poco de lo que existe, y de lo que soy
Y lo que me queda son migajas de todo lo que sobró

Entonces no mires hacia mí
Dime si es tan fácil lastimarme así
Despojado de mí, despojado del mundo
Desprotegido de todo el mundo
Pregúntame si duele y yo digo que sí

Estoy tan herido al punto de vivir
Y, al mismo tiempo, feliz de tener que estar aquí
Y sé que tengo tanto por olvidar
Pero las heridas de mi pasado no me dejan mentir

¿Seré yo o son los cambios?
Los miles de motivos que llevan a la venganza
¿Por qué impedir que mi mente vaya donde alcanza?
Y lo que cansa, ¿por qué todo es injusto? Solo era un niño

Me cansa tanto ver las noches bellas, vacías
Veo tanto y cuántas partes de ella traía
¿Es natural hablar o natural insultar?
Que vivo en barreras que no puedo romper

¿Cómo demostrar afecto si no lo tengo en mí?
¿Cómo vivir de amor con un yo tan inseguro?
¿Cómo florecer las rosas de mi jardín?
Son problemas normales porque no me disculpo

¿Cómo demostrar afecto si no lo tengo en mí?
¿Cómo vivir de amor con un yo tan inseguro?
¿Cómo florecer las rosas de mi jardín?
Son problemas normales porque no me disculpo

Hace tanto que no converso, no me desahogo
Me estoy ahogando en versos, rap y compases
Pasos que me llevan al reverso de lo que hago
Desilusiones no entrego, solo paso

Tan joven y cargando el mundo
Tengo tantas cosas, no quiero cuidar de todo
Soy tan pequeño para el tamaño del mundo, el tiempo es tan corto
La vida pasa como un soplo, no quiero perder un segundo

Entonces, ¿seré tan malo así?
¿O nunca quise entregarme?
Entonces, ¿será que el trauma vive en mí?
¿O soy yo que no sé cuidarme?

Entonces, ¿seré tan malo así?
¿O no supe ver?
A pesar de ser tan malo
Nunca quise lastimarme

De nuevo desperté cansado, amor
De nuevo estoy, paciencia al límite de mi vuelo
Sé tan poco de lo que existe y de lo que soy
Y lo que me queda son migajas de todo lo que sobró

Entonces no mires hacia mí
Dime si es tan fácil lastimarme así
Despojado de mí, despojado del mundo
Desprotegido de todo el mundo
Pregúntame si duele y yo digo que sí

Escrita por: Alec'