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¡No es para cualquiera!

Alegoria da Caverna

Não é Pra Qualquer Um!

Aos aposentados da praça do Ferreira,
A moçada do centro da cidade,
Aos artistas mambembes da praça José de Alencar.

Ofereço esse som, ofereço esse prato,
Um riff no meio do compasso
Assim não me embaraço naquilo que eu quero falar

Ser artista na cidade nessa idade... não é pra qualquer um não!

Esse nosso talento de sobreviver não é nada de mais é nada através,
Atravesso a cidade na necessidade de viver, e pra toda essa gente da periferia que vive na busca da alegria, inocência perdida na vida e no eterno anoitecer.

Ser artista na cidade nessa idade... O quê?

Não é pra qualquer (não é pra qualquer) viver sob o fio da desconfiança, viver sob a triste ignorância, não ter segurança somente esperança que as coisas um dia vão mudar.
Não é pra qualquer (não é pra qualquer) não saber se o dia que virá será o que existe de melhor ou será o pior? Não dá pra saber, não dá pra fazer nada além do que dá pra fazer.

Ser artista na cidade nessa idade... não é pra qualquer um não!

¡No es para cualquiera!

A los jubilados de la plaza del Ferreira,
La juventud del centro de la ciudad,
A los artistas callejeros de la plaza José de Alencar.

Ofrezco este sonido, ofrezco este plato,
Un riff en medio del compás
Así no me enredo en lo que quiero decir.

Ser artista en la ciudad a esta edad... ¡no es para cualquiera!

Nuestro talento para sobrevivir no es nada del otro mundo,
Cruzo la ciudad en la necesidad de vivir, y para toda esa gente de la periferia que busca la alegría, inocencia perdida en la vida y en el eterno anochecer.

Ser artista en la ciudad a esta edad... ¿Qué?

No es para cualquiera (no es para cualquiera) vivir bajo la sospecha, vivir bajo la triste ignorancia, no tener seguridad solo esperanza de que las cosas algún día cambiarán.
No es para cualquiera (no es para cualquiera) no saber si el día que vendrá será el mejor o el peor. No se puede saber, no se puede hacer nada más que lo que se puede hacer.

Ser artista en la ciudad a esta edad... ¡no es para cualquiera!

Escrita por: Marcos Vitoriano Soares Mendes