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Mi Viejo

Alex e Yvan

Meu Pai

Cansado da luta, dos trampos da vida
Saudade doída bateu pra valer
Lembrei do meu pai lá no sítio nosso
Meu velho eu não posso ficar sem te ver

Cheguei bem cedinho na cerca de arame
Eu vi um enxame de abelhas subir
No velho mourão do chão estradeiro,
Exalava o cheiro do mel jataí
Batendo o orvalho da alta pastagem
Eu criei coragem e pro rancho eu desci
Gritei no terreiro ninguém na palhoça,
No eito da roça meu velho eu vi

Beirando o aceiro, fui subindo o trilho,
Na roça de milho eu entrei devagar
O sol nessa hora mostrava seu brilho
Meu pai é seu filho eu vim te abraçar
E ele tirou da cabeça o chapéu
Olhando pro céu, pegou a chorar,
Dizendo meu filho que roupa limpinha,
Não rele na minha pra não se sujar

No peito do velho o suor corria,
Até parecia a mina da biquinha
Meu filho a água tá no arboredo,
Eu trouxe hoje cedo a porunga cheinha
Até meu almoço eu deixei preparado
Está pendurado no galho da arvinha
Eu fiz hoje cedo bem madrugadão
Arroz e feijão, já tá com farinha

Em suas palavras eu já decifrei
E nem perguntei mamãe onde está
Nas roupas do velho, guanxuma miúda
E as mão cascudas que nem jatobá
E ele me disse ali nessa hora,
Você vai embora, onde vai pousar?
Meu pai eu vou indo não se aborreça,
Antes que anoiteça eu preciso voltar

Eu beijei o rosto do meu pai amado
Dentro do roçado, o sultão foi atrás
Eu também sai chorando escondido,
Meu velho querido eu te amo demais.

Mi Viejo

Cansado de la lucha, de los trabajos de la vida
La añoranza dolorosa golpeó con fuerza
Recordé a mi viejo en nuestro rancho
Mi viejo, no puedo estar sin verte

Llegué temprano a la cerca de alambre
Vi un enjambre de abejas subir
En el viejo poste del camino de tierra
Exhalaba el olor de la miel jataí
Con el rocío de la alta hierba
Tomé coraje y bajé al rancho
Grité en el patio, nadie en la choza
En el campo de la cosecha, vi a mi viejo

Caminando por el borde, subí por el sendero
Entré lentamente en el campo de maíz
El sol en ese momento mostraba su brillo
Mi padre, soy tu hijo, vine a abrazarte
Y él se quitó el sombrero de la cabeza
Mirando al cielo, comenzó a llorar
Diciendo, hijo mío, qué ropa tan limpia
No te recuestes en mí para no ensuciarte

En el pecho del viejo, el sudor corría
Casi parecía la mina de la biquinha
Hijo mío, el agua está en el arroyo
Traje temprano la porunga llena
Incluso dejé mi almuerzo preparado
Colgado en la rama del árbol
Preparé temprano en la madrugada
Arroz y frijoles, ya con la harina

En sus palabras ya entendí
Y ni siquiera pregunté dónde está mamá
En la ropa del viejo, la guanxuma menuda
Y las manos ásperas como el jatobá
Y en ese momento me dijo
¿A dónde te irás a posar?
Mi padre, me estoy yendo, no te preocupes
Antes de que anochezca, debo regresar

Besé la cara de mi amado padre
Dentro del sembradío, el sol se puso
También salí llorando en secreto
Mi querido viejo, te amo mucho

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