Os Olhos do Amanhã
Por quê o mar
Se eu já não posso nadar?
Por quê a terra
Se já não há mais lugar pra se plantar?
Por quê o sol
Nasce sem brilhar?
Por quê a chuva
Cai sem nos molhar?
Do que adianta esperar?
Por quê eu passo o dia inteiro
Escrevendo e não consigo ler?
Fico trancado no meu quarto o dia inteiro
Assistindo os ditadores na tv
Vou caminhar
E sair desse lugar
Mudar os trilhos e viver fora do ar
Não adianta só rezar
São os sinais
Que nos deram pra pensar
E o paraíso deixe aos que buscam sem parar
Sem alcançar
Os olhos do amanhã
Que ardem na fogueira da vida
O preço que pagamos
É o olho da cara e da ferida
Los Ojos del Mañana
Por qué el mar
Si ya no puedo nadar?
Por qué la tierra
Si ya no hay lugar para plantar?
Por qué el sol
Nace sin brillar?
Por qué la lluvia
Cae sin mojarnos?
De qué sirve esperar?
Por qué paso todo el día
Escribiendo y no puedo leer?
Permanezco encerrado en mi habitación todo el día
Viendo a los dictadores en la tv
Voy a caminar
Y salir de este lugar
Cambiar el rumbo y vivir desconectado
No sirve solo rezar
Son las señales
Que nos dieron para reflexionar
Y el paraíso déjalo para aquellos que buscan sin descansar
Sin alcanzar
Los ojos del mañana
Que arden en la hoguera de la vida
El precio que pagamos
Es caro y doloroso
Escrita por: Alexandre Ramos