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En la cima del mundo

Allan Constante

Topo do Mundo

Eu já estive no topo do mundo
Mergulhei em um buraco negro profundo
Cruzei rios que nunca desaguei
Nunca tive os pés no chão, ah, isso hoje eu sei!

Habitei paredes pintadas com puro ouro
Dia após dia corroí meu tesouro
Com todos convivia, mas eu nunca me encontrei
Me servi de prazeres e confesso que abusei!

Hoje sorrio sem dentes para um espelho
Quebrado ao meio e cego do meu olho esquerdo
Suplico o metal que esvai em seus dedos

Todos agora fingem não me conhecer
Não tenho banquetes para lhe satisfazer
Não existe ternura ou um pingo de afeição
Não existe ternura ou um pingo de afeição
Estive no topo do mundo
Hoje rastejo no chão!

En la cima del mundo

He estado en la cima del mundo
Me sumergí en un agujero negro profundo
Crucé ríos que nunca desagué
Nunca tuve los pies en el suelo, ah, eso hoy lo sé

Habitaba paredes pintadas con puro oro
Día tras día corroí mi tesoro
Convivía con todos, pero nunca me encontré
Me entregué a placeres y confieso que abusé

Hoy sonrío sin dientes ante un espejo
Partido por la mitad y ciego de mi ojo izquierdo
Imploro al metal que se escapa entre tus dedos

Todos ahora fingen no conocerme
No tengo banquetes para satisfacerte
No hay ternura ni un ápice de afecto
No hay ternura ni un ápice de afecto
Estuve en la cima del mundo
¡Hoy arrastro en el suelo!

Escrita por: Allan Constante