No Braço da Viola
Trabalhar eu não trabalho
Sem dinheiro eu não fico
Dou meus pulo por ai
Vou juntando os tico-tico
Nasci pra ser violeiro
Levo a vida de rico
Cantando e fazendo modas
Não dou bola pra fuchico
Se não fosse a viola
Eu já tinha abrido o bico
Antes não ganhava nada
Só vivia trabalhando
É no braço da viola
Que eu vivo faturando
Eu larguei mão de ser trouxa
E fazer cama pra malandro
Eu já fiz tudo na vida
Mas a sorte fracassou
Trabalhei de empregado
Meu patrão não me pagou
eu fui trabalhar na roça
Mas São Pedro castigou
O que sobrou na enchente
A seca brava matou
Acendi vela pro santo
Mas o santo falhou
Antes não ganhava nada
Só vivia trabalhando
É no braço da viola
Que eu vivo faturando
Eu larguei mão de ser trouxa
E fazer cama pra malandro
Eu tive muitos empregos
Em nenhum fui aprovado
Se vejo alguém trabalhando
Quase morro de cansaço
Quando vejo uma inchada
Vai me dando um suador
Agradeço meu bom Deus
Ele é meu protetor
Eu ia voltar pra roça
Mas a viola me salvou
Antes não ganhava nada
Só vivia trabalhando
É no braço da viola
Que eu vivo faturando
Eu larguei mão de ser trouxa
E fazer cama pra malandro
En el brazo de la Viola
No trabajo, no trabajo
Sin dinero, no me quedo
Ando por ahí
Recolectando migajas
Nací para ser violeiro
Llevo una vida de rico
Cantando y componiendo canciones
No le doy importancia a los chismes
Si no fuera por la viola
Ya habría cerrado el pico
Antes no ganaba nada
Solo trabajaba
Es en el brazo de la viola
Que gano dinero
Dejé de ser tonto
Y de hacerle la cama a los pícaros
He hecho de todo en la vida
Pero la suerte me falló
Trabajé como empleado
Mi jefe no me pagó
Fui a trabajar al campo
Pero San Pedro me castigó
Lo que quedó en la inundación
La sequía feroz lo mató
Encendí una vela al santo
Pero el santo falló
Antes no ganaba nada
Solo trabajaba
Es en el brazo de la viola
Que gano dinero
Dejé de ser tonto
Y de hacerle la cama a los pícaros
Tuve muchos trabajos
En ninguno fui aprobado
Si veo a alguien trabajando
Casi muero de cansancio
Cuando veo una azada
Me da un sudor
Agradezco a mi buen Dios
Él es mi protector
Iba a volver al campo
Pero la viola me salvó
Antes no ganaba nada
Solo trabajaba
Es en el brazo de la viola
Que gano dinero
Dejé de ser tonto
Y de hacerle la cama a los pícaros