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Forró del Limonero

Aloisio Gomes

Forró do Limoeiro

Eu fui pra Limoeiro
E gostei do forró de lá.
Eu vi um caboclo brejeiro
Tocando a sanfona, entrei no fuá.

Foi quando eu vi a Dona Zezé
A mulher que é, diz que topa parada
De saia amarrada fazer cocó
E dizer: eu brigo com cabra canalha
Puxou da navalha e entrou no forró.

No meio do forró houve um tereré
Disse o Mano Zé, aguenta o pagode
Todo mundo pode, gritou o Teixeira
Quem não tem peixeira briga no pé.

Eu que sou do morro, não choro, não corro,
Não peço socorro quando há chuá
Gosto de sambar na ponta da faca
Sou nego de raça e não quero apanhar.

Forró del Limonero

Fui a Limoeiro
Y me gustó el forró de allá.
Vi a un tipo pícaro
Tocando el acordeón, me metí en la fiesta.

Fue cuando vi a Doña Zezé
La mujer que, dicen, no se achica
Con la falda atada, hacer sus necesidades
Y decir: peleo con tipos despreciables
Sacó la navaja y entró al forró.

En medio del forró hubo un alboroto
Dijo Mano Zé, aguanta el pagode
Todos pueden, gritó Teixeira
Quien no tiene cuchillo pelea a puño limpio.

Yo, que soy del morro, no lloro, no corro,
No pido ayuda cuando hay lío
Me gusta bailar samba al filo de la navaja
Soy un negro de raza y no quiero que me peguen.

Escrita por: Edgard Ferreira