395px

Una Golondrina no Hace Verano

Alvinho

Uma Andorinha Não Faz Verão

No beiral azul de meu telhado
Fizeste um dia o teu ninho
Andorinha de asa preta
Alegraste o meu caminho
E eu que andava sempre tão tristonho
Eu que andava tão sozinho
Dei-te um abrigo em meu teto
Tu me deste o teu carinho

Vem moreninha
Vem tentação
Não andas então sozinha
Que uma andorinha não faz verão

Mas um dia veio um rude inverno
Ficou tudo enevoado
E com o frio tu deixaste
O beiral do meu telhado
E na curva azul de um céu distante
Procuraste um outro abrigo
Esquecendo esta saudade
Que hoje mora aqui comigo

Mas se um dia o inverno da saudade
Deixar teu ninho orvalhado
Volta de novo andorinha
Para o vão do meu telhado
Faz teu ninho dentro de meu peito
E querida moreninha
Nunca mais terás inverno
Nunca mais serás sozinha

Una Golondrina no Hace Verano

En el alero azul de mi tejado
Un día hiciste tu nido
Golondrina de ala negra
Alegraste mi camino
Y yo que siempre andaba tan triste
Yo que andaba tan solo
Te di refugio en mi techo
Tú me diste tu cariño

Ven morenita
Ven tentación
No andas entonces sola
Porque una golondrina no hace verano

Pero un día vino un crudo invierno
Todo se volvió nebuloso
Y con el frío dejaste
El alero de mi tejado
Y en la curva azul de un cielo distante
Buscaste otro refugio
Olvidando esta añoranza
Que hoy vive aquí conmigo

Pero si un día el invierno de la añoranza
Deja tu nido empapado de rocío
Vuelve de nuevo golondrina
Al hueco de mi tejado
Haz tu nido dentro de mi pecho
Y querida morenita
Nunca más tendrás invierno
Nunca más estarás sola

Escrita por: Braguinha / João de Barro