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Bangalô

Alvinho

Bangalô

Um bangalô com
Trepadeiras na janela!
Desses que tem tem
Uma janela só pra dois!
Eu construí apaixonado para ela
Que era o meu sonho
De carmim e pó de arrroz!

Mas, depois a tal boneca
Tão gentil e tão sapeca!
Não sei por que me deixou?
E hoje, vive assim fechado
Com meu sonho sepultado
O elegante bangalô!

E a água sonora do
Repuxo interrogando!
Agora sobe a soluçar
Na solidão!
E a trepadeira
Simbolista se enroscando!
Lembra a tristeza que
Me oprime o coração!

Andei louco na cidade
Lamentando a brevidade
Do romance de nós dois!
E já sei que a minha bela
Hoje, tem somente dela
Em vez de um, três bangalôs!

Bangalô

Un bungalow con
Enredaderas en la ventana!
De esos que tienen
¡Una ventana solo para dos!
Lo construí apasionado para ella
Que era mi sueño
De carmín y polvo de arroz!

Pero luego esa muñeca
tan amable y traviesa!
¡No sé por qué me dejó?
Y hoy, vive así cerrado
Con mi sueño sepultado
¡El elegante bungalow!

Y el agua sonora del
Chorro interrogando!
Ahora sube sollozando
En la soledad!
Y la enredadera
Simbolista enroscándose!
Recuerda la tristeza que
Me oprime el corazón!

Anduve loco en la ciudad
Lamentando la brevedad
Del romance de nosotros dos!
Y ya sé que mi bella
Hoy, tiene solamente de ella
En vez de uno, tres bungalows!

Escrita por: Orestes Barbosa / Oswaldo Santiago