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Abrigo de un trovador errante

Amadeu Cavalcante

Abrigo de um violeiro andante

Abrigo para um violeiro andante

Remadô que lá desponta
Antes que encoste a canoa
Grite alto a vossa graça
Que esta beira né-à-toa
Ribeirin' que aí pergunta
Minha graça é violeiro
Tô chegando nesta beira
Pra fugir do tempo feio

Remadô que lá desponta
Vens de onde vás pra onde
S'és do bem seja bem vindo
S'és do mal não me responde
Ribeirin' que aí pergunta
Venho La do rio vermelho
Vô levando esta canoa
Para os rios do mundo inteiro

Remadô que lá desponta
Sendo vós um violeiro
Só te dô o meu abrigo
Se me deres o teu pontejo
Ribeirin' que ai pergunta
Só não toco por dinheiro
Mas em troca de um amigo
Já toquei por cem janeiro

Remadô que La desponta
Não te espanta com o meu Zêio
S'eu te faço estas perguntas
É por medo do estrangeiro
Ribeirin' que aí pergunta
Eu compreendo o teu receio
Vou levando esta canoa
Para os rios do mundo inteiro

Abrigo de un trovador errante

Abrigo para un trovador errante

Remador que allá despunta
Antes de que toque la canoa
Grita alto tu gracia
Que esta orilla no es en vano
Ribereño que pregunta allí
Mi gracia es ser trovador
Estoy llegando a esta orilla
Para huir del mal tiempo

Remador que allá despunta
¿De dónde vienes y a dónde vas?
Si eres de bien, sé bienvenido
Si eres de mal, no me respondas
Ribereño que pregunta allí
Vengo de allá del río rojo
Voy llevando esta canoa
A los ríos de todo el mundo

Remador que allá despunta
Siendo tú un trovador
Solo te doy mi abrigo
Si me das tu melodía
Ribereño que pregunta allí
Solo no toco por dinero
Pero a cambio de un amigo
He tocado por cien eneros

Remador que allá despunta
No te asombres por mi curiosidad
Si te hago estas preguntas
Es por miedo al extranjero
Ribereño que pregunta allí
Comprendo tu temor
Voy llevando esta canoa
A los ríos de todo el mundo

Escrita por: Eudes Fraga / Joãzinho Gomes / Marcos Quinan