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Carta al destino

Amanda Murari

Carta ao destino

Morte, porquê não vem e leva-me contigo,
libertando minha alma de tão cruel sofrimento?
A vida me deu o exílio, e eu a minha vida dei todo o meu amor,
queria eu não ser mais eu, queria ser alguém,
alguém que fosse feliz, que desse valor as coisas,
alguém em que eu mesmo pudesse acreditar.
Não tenho mais forças para continuar, não tenho mais esperanças,
e nem mais vontade de ser alguém, não tenho nem coragem de ir embora...
Porque? Porque? Porque?
Não sei porque ainda estou vivo, não sei porque choro,
não sei porque escrevo esta carta,
tudo o que sei é que nada mais sei.

Carta al destino

Muerte, ¿por qué no vienes y me llevas contigo,
liberando mi alma de tan cruel sufrimiento?
La vida me dio el exilio, y yo di toda mi vida por amor,
quisiera no ser más yo, quisiera ser alguien,
alguien que fuera feliz, que valorara las cosas,
alguien en quien yo mismo pudiera creer.
No tengo más fuerzas para seguir, no tengo más esperanzas,
y ni siquiera ganas de ser alguien, no tengo ni el coraje de irme...
¿Por qué? ¿Por qué? ¿Por qué?
No sé por qué aún estoy vivo, no sé por qué lloro,
no sé por qué escribo esta carta,
todo lo que sé es que ya no sé nada más.

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