Libertas Quae Sera Tamen
Se algum dia eu lhe dissesse
Que odeio o jeito como
você olha para mim
Se algum dia eu lhe partisse ao meio,
Meu peito me daria
um sossego, enfim?
Você finge que eu não existo
Mas impossível não ver
que eu sinto um misto
De prazer almiscarado com vergonha
por provar de um amor que fica
preso à minha fronha...
Pois todo dia
é em vão que eu tento abandonar
os sonhos nesses meus confins...
E todo dia
eu banco o grande tolo
imaginando você proferir um "sim"
Não sei, me parece esquisito,
estou dentro de um mito,
miserável e aflito!
Você é a deusa
que provoca esses gritos
sufocando o desespero
emudecido em meu espírito...
Vamos ver
quem vai se dar mal ao fim da
história, aposto que é você!
Mesmo que eu fique
assim, todo arrasado,
à beira de um internato,
é você quem vai perder!
Pois eu nem sou tão exigente
Mas faria qualquer coisa
Pra deixá-la mais contente
E eu nunca estaria ausente
Largaria até mesmo os compromissos
Mais urgentes...
Chega, eu me sinto numa prisão:
Me liberta!
Não agüento essa solidão, vai amor,
Me liberta!
Me liberta... Me liberta...
Eu queria lhe dar um banho quente,
Mergulhar seu corpo ardente
Até senti-lo dormente
Mostraria como eu sou diferente
E como sou bem mais decente
Que qualquer um dos presentes...
Chega, eu me sinto numa prisão...
Não agüento essa solidão, vai amor...
Me liberta!
Me liberta... Me liberta...
Me liberta...
Libertas Quae Sera Tamen
Si algún día te dijera
Que odio la forma en que
me miras
Si algún día te partiera por la mitad,
¿mi pecho me daría
finalmente un descanso?
Finges que no existo
Pero es imposible no ver
que siento una mezcla
De placer mezclado con vergüenza
por probar un amor que queda
atrapado en mi almohada...
Porque cada día
es en vano que intento abandonar
los sueños en estos confines...
Y cada día
hago el gran tonto
imaginándote decir un 'sí'
No sé, me parece extraño,
estoy dentro de un mito,
miserable y afligido!
Eres la diosa
que provoca estos gritos
ahogando la desesperación
silenciada en mi espíritu...
Vamos a ver
quién saldrá mal al final de la
historia, apuesto a que serás tú!
Aunque me quede
así, destrozado,
al borde de un internado,
¡serás tú quien pierda!
Porque ni siquiera soy tan exigente
Pero haría cualquier cosa
para hacerte más feliz
Y nunca estaría ausente
Dejaría incluso los compromisos
más urgentes...
Basta, me siento en una prisión:
¡Libérame!
No aguanto esta soledad, ve amor,
¡Libérame!
¡Libérame... Libérame...
Quisiera darte un baño caliente,
sumergir tu cuerpo ardiente
hasta sentirlo adormecido
Te mostraría lo diferente que soy
y lo mucho más decente
que cualquiera de los presentes...
Basta, me siento en una prisión...
No aguanto esta soledad, ve amor...
¡Libérame!
¡Libérame... Libérame...
¡Libérame...'