Imperial É Fino (part. Cláudia Pascoal)
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
Que algo se perde na nossa tradução?
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
Ó bacalhau, eu vou-te explicar
Hum, conta!
Dizes que não tens qualquer sotaque
Isto não é um ataque, mas tens falta de noção
E depois dizes
Pra não ser de surpresa
Eu tufono-te às dezoito pra marcar a reunião
Olha quem fala, tu dizes à minha beira
Com pronúncia da ribeira quando estás ao pé de mim
Dizes pega em vez de toma
Dizes bufa em vez de sopra, olhá iana, gola ialta e coisa assim
Imperial é fino, tênis é sapatilha
Bica é cimbalino, chicla é pastilha
Aloquete é cadeado, e capuz, carapuço
Estrugido é refugado, chapéu de chuva é chuço
Se trolha é pedreiro, bueiro é sarjeta
Sertã é frigideira e cabide é cruzeta
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
Que algo se perde na nossa tradução?
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
E mais te digo!
Oh pá!
Já tu dizes são quaise treuze
E já ouvi várias vezes tira o téni do sófá
O lisboeta come letras
Tira o u pra dizer pôco, diz óviste, é muita lôco
Assim não dá!
Tretas, pra ti mãe tem cinco letras
Dizer cumo é o cúmulo e tu sabes que assim é
Tu dizes testo e eu tampa
Eu digo coxo e tu manco e quando dizes tótil, eu bué
Imperial é fino, tênis é sapatilha
Bica é cimbalino, chicla é pastilha
Aloquete é cadeado, e capuz, carapuço
Estrugido é refugado, chapéu de chuva é chuço
Se trolha é pedreiro, bueiro é sarjeta
Sertã é frigideira e cabide é cruzeta
Contigo o tão vira tom, contigo o são vira som
E depois bom vira bão
Pra mim o v vira b, para ti lesboa é com e
Oblá e então?
Ouve, não sou eu que falo torto, toda a gente me entende
Não é meu o defeito
S'eu falo à porto é meu direito e se o teu ouvido é mouco
O meu sotaque é perfeito
Se digo fala bem é pra tu seres meiguinha
Como eu sou também, no meu jeito alfacinha
E quando eu digo bem eu tô-te a dizer para bires
E eu até te falo bem, só é pena não me ouvires
E quando eu digo vem eu tô-te a dizer para vires
E eu até te falo bem, só é pena não me ouvires
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
Que algo se perde na nossa tradução?
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
Imperial é fino, imperial é fino
Imperial é fino, imperial é fino, fino, fino-
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
Que algo se perde na nossa tradução?
Ah, e quê?
Ah, então?
Ah, por quê?
Imperial es Fino (feat. Cláudia Pascoal)
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
¿Que algo se pierde en nuestra traducción?
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
Ó pescado, te lo voy a explicar
Hum, ¡cuéntame!
Dices que no tienes acento
Esto no es un ataque, pero te falta noción
Y luego dices
Para no ser una sorpresa
Te llamo a las seis para marcar la reunión
Mira quién habla, tú dices a mi lado
Con pronunciación de la costa cuando estás junto a mí
Dices agarra en vez de toma
Dices bufido en vez de sopla, mira, ya, gola, y cosas así
Imperial es fino, tenis es zapatilla
Bica es cimbalino, chicle es pastilla
Aloquete es candado, y capuz, capucha
Estrugido es refugado, paraguas es chuco
Si trolha es albañil, bueiro es alcantarilla
Sartén es sartén y cabide es gancho
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
¿Que algo se pierde en nuestra traducción?
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
¡Y te digo más!
¡Oh, amigo!
Ya tú dices son casi trece
Y ya he oído varias veces quita el tenis del sofá
El lisboeta se come letras
Quita la u para decir poco, dice óviste, es mucha locura
¡Así no se puede!
Tretas, para ti madre tiene cinco letras
Decir como es el colmo y tú sabes que así es
Tú dices testo y yo tapa
Yo digo cojo y tú manco y cuando dices total, yo mucho
Imperial es fino, tenis es zapatilla
Bica es cimbalino, chicle es pastilla
Aloquete es candado, y capuz, capucha
Estrugido es refugado, paraguas es chuco
Si trolha es albañil, bueiro es alcantarilla
Sartén es sartén y cabide es gancho
Contigo el tan se vuelve tom, contigo el son se vuelve sonido
Y luego bueno se vuelve bue
Para mí la v se vuelve b, para ti lisboa es con e
¿Y entonces?
Escucha, no soy yo el que habla raro, toda la gente me entiende
No es mi culpa
Si hablo a lo porto es mi derecho y si tu oído es sordo
Mi acento es perfecto
Si digo habla bien es para que seas amable
Como yo también soy, a mi manera de alfacinha
Y cuando digo bien te estoy diciendo que vengas
Y hasta te hablo bien, solo es pena que no me oigas
Y cuando digo ven te estoy diciendo que vengas
Y hasta te hablo bien, solo es pena que no me oigas
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
¿Que algo se pierde en nuestra traducción?
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
Imperial es fino, imperial es fino
Imperial es fino, imperial es fino, fino, fino
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
¿Que algo se pierde en nuestra traducción?
Ah, ¿y qué?
Ah, ¿entonces?
Ah, ¿por qué?
Escrita por: Ana Bacalhau, Cláudia Pascoal