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Desapego (flujos digitales)

Ana Muniz

Desapego (digital flows)

Desapega, amor
Solta o que te faz sofrer
O apego e a raiva que te impedem de viver
Você caminha pelo escuro, todo imaturo
Controlando a direção do vento, inseguro
Para quê você veio aqui na Terra?
Quais atividades e sustentam nela?
Toda pessoa é viajante, itinerante
Não fique preso a nenhuma, isso é irrelevante
Corte os nós que te amarram, abre a gaiola e voa
Pra dentro de ti

Tire de cima as pedras que te amassam
Respira tua presença pra chegar aqui
Ame livre, sabendo que vai passar
Não espere nenhum momento poder segurar
Tudo o que se integra, se desintegrará
Até sua matéria na Terra descansar
Alongando minha coluna, ajeitando minha postura
Eu me sinto mais segura
Sou meu próprio eixo, quando danço e não me queixo

Autonomia pra sanar angústias
Desejo caminhar ereta, distribuindo sementes na Terra
Adubando, trazendo vida, vida morte vida, me leva
Eu não me apego as flores do manjericão
Com a tesoura preparo um banho de purificação
Eu não me apego mais nenhuma relação
Entrego o meu melhor pra não plantar decepção
Fluxos digitais, me deixem em paz
Não quero o desespero desses portais
A natureza é mais

Desapego (flujos digitales)

Desprende, amor
Libera lo que te hace sufrir
El apego y la rabia que te impiden vivir
Caminas en la oscuridad, tan inmaduro
Controlando la dirección del viento, inseguro
¿Para qué viniste a la Tierra?
¿Qué actividades te sostienen en ella?
Cada persona es viajera, itinerante
No te quedes atado a ninguna, eso es irrelevante
Corta los nudos que te atan, abre la jaula y vuela
Hacia tu interior

Quita las piedras que te aplastan
Respira tu presencia para llegar aquí
Ama libremente, sabiendo que pasará
No esperes poder retener ningún momento
Todo lo que se integra, se desintegrará
Hasta que tu materia en la Tierra descanse
Estirando mi columna, enderezando mi postura
Me siento más segura
Soy mi propio eje, cuando bailo y no me quejo

Autonomía para sanar angustias
Deseo caminar erguida, sembrando semillas en la Tierra
Abonando, trayendo vida, vida muerte vida, llévame
No me aferro a las flores de albahaca
Con las tijeras preparo un baño de purificación
Ya no me aferro a ninguna relación
Entrego lo mejor de mí para no sembrar decepción
Flujos digitales, déjenme en paz
No quiero la desesperación de esos portales
La naturaleza es más

Escrita por: Ana Muniz