Das Coisas Que Não Voltam
Terça de manhã
Um sol gigante
Tudo é tão grande, menos eu
Cama, aparador
Um arranha céu
Me atira ao chão, me lembra
Que na noite passada sonhei
Com mil falhas, remorsos, reféns
Que de longe eu não era ninguém
Eu dizia ir embora, da boca pra fora, meu bem
Tem tanta gente aqui
Que mal penso direito
Tamanho defeito, desagradar
São tantos sinais
A decifrar
Saber metrificar, olhares
E daquela varanda, se ouviu
Mil palavras pro mesmo vazio
Serenatas, poetas, desvios
E eu, da boca pra fora, da boca pra fora, sorrio
De las Cosas que no Regresan
Martes por la mañana
Un sol gigante
Todo es tan grande, menos yo
Cama, tocador
Un rascacielos
Me arroja al suelo, me recuerda
Que en la noche pasada soñé
Con mil fallas, remordimientos, rehenes
Que desde lejos no era nadie
Decía irme, de la boca para afuera, mi amor
Hay tanta gente aquí
Que apenas puedo pensar con claridad
Tamaño defecto, desagradar
Son tantas señales
Por descifrar
Saber medir, miradas
Y desde ese balcón, se escuchó
Mil palabras para el mismo vacío
Serenatas, poetas, desvíos
Y yo, de la boca para afuera, de la boca para afuera, sonrío