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De las Cosas que no Regresan

Andaluz

Das Coisas Que Não Voltam

Terça de manhã
Um sol gigante
Tudo é tão grande, menos eu

Cama, aparador
Um arranha céu
Me atira ao chão, me lembra

Que na noite passada sonhei
Com mil falhas, remorsos, reféns
Que de longe eu não era ninguém
Eu dizia ir embora, da boca pra fora, meu bem

Tem tanta gente aqui
Que mal penso direito
Tamanho defeito, desagradar

São tantos sinais
A decifrar
Saber metrificar, olhares

E daquela varanda, se ouviu
Mil palavras pro mesmo vazio
Serenatas, poetas, desvios
E eu, da boca pra fora, da boca pra fora, sorrio

De las Cosas que no Regresan

Martes por la mañana
Un sol gigante
Todo es tan grande, menos yo

Cama, tocador
Un rascacielos
Me arroja al suelo, me recuerda

Que en la noche pasada soñé
Con mil fallas, remordimientos, rehenes
Que desde lejos no era nadie
Decía irme, de la boca para afuera, mi amor

Hay tanta gente aquí
Que apenas puedo pensar con claridad
Tamaño defecto, desagradar

Son tantas señales
Por descifrar
Saber medir, miradas

Y desde ese balcón, se escuchó
Mil palabras para el mismo vacío
Serenatas, poetas, desvíos
Y yo, de la boca para afuera, de la boca para afuera, sonrío

Escrita por: Rafael Melo