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Los Luciérnagas de Mi Infancia

Anderson & Fernando

Os Vaga-lumes Da Minha Infância

Não me lembro de uma infância como a gente vê nos filmes de uma tarde de verão
Lembro de minha mamãe partindo na estrada empoeirada, do choro sentido e da solidão
Lembro as casas e famílias e a TV em preto e branco que eu parava pra assistir
E as tristezas e lembranças que deixei quando criança para as lágrimas eu não repetir

De uma coisa não esqueço
Os vaga-lumes seres mágicos que existem na infância
Não os vejo desde então mas seu brilho
Pelas matas ainda trago na lembrança
Arranhava as canelas nas grimpas
De araucária pois corria para ver
O fascinante baile de luzes que no escuro
Iluminava minha vida e o anoitecer

Eu colocava a criatura sobre a palma da mão
E com a outra eu fechava
E olhava pela fresta minhas mãos iluminadas
E num susto já soltava
Ao final da ave maria cochichava a minha vó
Relembrando os vaga-lumes
Que viviam em minha infância e por serem generosos a enchiam de vislumbre

É uma parte poética de momentos
Tão bonitos que não podemos refazer
Tudo iria ficar bem era o que o baile de luzes parecia me dizer
O céu de estrelas ainda existe mas está muito distante não o posso mais tocar
Se soubesse eu teria caçado alguns vaga-lumes
Para em meu quarto voar
E não iria esquecer como era bom ser criança

Los Luciérnagas de Mi Infancia

No recuerdo una infancia como la que vemos en las películas de una tarde de verano
Recuerdo a mi mamá partiendo por el camino polvoriento, el llanto sentido y la soledad
Recuerdo las casas y familias y la TV en blanco y negro que solía ver
Y las tristezas y recuerdos que dejé cuando era niño para no repetir las lágrimas

De algo no me olvido
Los luciérnagas, seres mágicos que existen en la infancia
No los he visto desde entonces, pero su brillo
En los bosques aún lo tengo presente
Me rasguñaba las espinillas en las ramas
De araucaria porque corría para ver
El fascinante baile de luces que en la oscuridad
Iluminaba mi vida y el anochecer

Colocaba la criatura en la palma de mi mano
Y con la otra la cerraba
Y miraba por la rendija mis manos iluminadas
Y de repente la soltaba
Al final del Ave María le susurraba a mi abuela
Recordando a los luciérnagas
Que vivían en mi infancia y, por ser generosos, la llenaban de asombro

Es una parte poética de momentos
Tan hermosos que no podemos recrear
Todo iba a estar bien, eso es lo que el baile de luces parecía decirme
El cielo estrellado aún existe pero está muy lejano, ya no puedo tocarlo
Si supiera, habría cazado algunos luciérnagas
Para que vuelen en mi habitación
Y no olvidaría lo bueno que era ser niño

Escrita por: Anderson Palhano Dominguês / Giovane Galvan