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Ojos de la Discordia

André Luiz Martins Gonçalves

Olhos da Discórdia

Tive meus olhos arrancados pelo tempo
Mesmo podendo sentir não podia ver
O gosto amargo saindo da minha boca
Como balas em fúria

Dilacerando quem está em minha frente
Estar ali e não saber como sair
Se tornou minha maior batalha
O céu azul ficou negro

Meus passos curtos mostram medo
Cuidado onde pisar
Vida entre as farpas
Acostumado a lutar com os olhos abertos

Hoje me escondo pra não escorregar
Nas minas da discórdia
De onde vem

Não posso estar falando besteira
Em meio de muitos idiotas
Sou mais um em meio de muitos
Então porque julgar

Olhe pra você
Você não é mais do que eu
Vim do pó e do pó você também voltará
Você que ri da minha cara
Que pisa no mesmo chão que eu

Você que vê com os olhos da discórdia
Chora agora quem vai embora
Enquanto eu rio sem ver a sua queda
Pela desgraça dos seus olhos da desgraça

Ojos de la Discordia

Mis ojos fueron arrancados por el tiempo
Aunque podía sentir, no podía ver
El sabor amargo saliendo de mi boca
Como balas en furia

Destrozando a quien está frente a mí
Estar allí y no saber cómo salir
Se convirtió en mi mayor batalla
El cielo azul se volvió negro

Mis pasos cortos muestran miedo
Cuidado dónde pisar
Vida entre las espinas
Acostumbrado a luchar con los ojos abiertos

Hoy me escondo para no resbalar
En las minas de la discordia
De dónde viene

No puedo estar hablando tonterías
En medio de tantos idiotas
Soy uno más entre muchos
Entonces, ¿por qué juzgar?

Mírate a ti mismo
No eres más que yo
Vine del polvo y al polvo también volverás
Tú que te ríes en mi cara
Que pisas el mismo suelo que yo

Tú que ves con los ojos de la discordia
Llora ahora quien se va
Mientras yo río sin ver tu caída
Por la desgracia de tus ojos de desgracia

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