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Airumã

André Teixeira

Airumã

Dorme em teu rosto um encanto
Das noites que vivem em ti
Segredos de alma morena
Olhos do céu, Guarany

Lágrimas puras pelo orvalho
Que se derramam inteiras
Na forma das madrugadas
Que abrigam sonhos de estrelas

Que se repetem em suas horas
Em alvas peles vestidas
Sopro de luz, solitários
Clareando escuros na vida

Dorme em teu rosto um encanto
Antes dos véus das manhãs
D’alva de um céu Guarany
Que a voz batiza "Airumã"

Índia saudade morena
Que às vezes chora sua cor
Ilusões de mato e sanga
Aroma de campo e flor

Que antes das luas inteiras
Dessas de forma prateada
Vem só, olhar-se vaidosa
No espelho de alguma aguada

Onde se vê noutro encanto
Na vida, de antes daqui
Airumã, pequena D’alva
Estrela de um Guarany

Airumã

En tu rostro duerme un encanto
De las noches que viven en ti
Secretos de alma morena
Ojos del cielo, Guarany

Lágrimas puras por el rocío
Que se derraman enteras
En la forma de las madrugadas
Que albergan sueños de estrellas

Que se repiten en sus horas
En blancas pieles vestidas
Soplo de luz, solitarios
Aclarando oscuros en la vida

En tu rostro duerme un encanto
Antes de los velos de las mañanas
De alba de un cielo Guarany
Que la voz bautiza 'Airumã'

India saudade morena
Que a veces llora su color
Ilusiones de monte y arroyo
Aroma de campo y flor

Que antes de las lunas enteras
De esas de forma plateada
Viene sola, mirarse vanidosa
En el espejo de alguna aguada

Donde se ve en otro encanto
En la vida, de antes de aquí
Airumã, pequeña de alba
Estrella de un Guarany

Escrita por: Adriano Silva Alves / André Teixeira / Marcelo Oliveira