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Eduarda

Andressa Nunes

Eduarda

Oscilando entre ser deus e ser o nada
Onde te encontras, Eduarda?
Nas palavras que tiras da minha boca
ou na horas que me deixas sem palavras?
Estás presa no teu medo de ser louca
Ou estás livre quando as drogas te dão asas?

Transitando entre o excesso e a carência
Onde está, Eduarda, tua essência?
Na excelência ilusória do teu ego
Ou na ânsia contínua da obsessão?
Está guiada pelas Pedras por um cego
Ou se desfaz diante de toda afirmação?

Não queiras juntar teu vazio ao meu,
Não queiras afogar meu pranto no teu,
Não me peças para ofuscar o que nunca se esqueceu,
Não abras mão de si para ter o meu eu

A esmola que dás só oculta tua miséria
O orgulho que tens só mascara a fraqueza
Não tentes fingir que a intenção é etérea
Quando te importa mais em mostrar que aprender com a tristeza
O amor que sentes é pela dor que cultivas
É pelo ato de amar, pelo fim do vazio
Não queira, Eduarda, sentir-se mais viva
Se te entorpeces toda vez que a calma está por um fio

Eu tento te ajudar, mas nós somos iguais
E me lembro de quando era eu
A gritar por silêncio
A guerrear pra ter paz
Eu tento te ajudar, mas nós somos iguais
E me lembro de quando era eu
A gritar minhas guerras
Por pensar demais

Eduarda

Balanceándote entre ser dios y ser la nada
¿Dónde te encuentras, Eduarda?
¿En las palabras que sacas de mi boca
o en las horas que me dejas sin palabras?
¿Estás atrapada en tu miedo de volverte loca
o estás libre cuando las drogas te dan alas?

Transitando entre el exceso y la carencia
¿Dónde está, Eduarda, tu esencia?
¿En la ilusoria excelencia de tu ego
o en la continua ansia de la obsesión?
¿Estás guiada por las piedras por un ciego
o te deshaces ante toda afirmación?

No quieras unir tu vacío al mío,
no quieras ahogar mi llanto en el tuyo,
no me pidas que oscurezca lo que nunca se olvidó,
no renuncies a ti misma para tener mi yo.

La limosna que das solo oculta tu miseria,
el orgullo que tienes solo enmascara la debilidad,
no intentes fingir que la intención es etérea
cuando te importa más mostrar que aprender de la tristeza.
El amor que sientes es por el dolor que cultivas,
es por el acto de amar, por el fin del vacío,
no quieras, Eduarda, sentirte más viva
si te entorpeces cada vez que la calma está en un hilo.

Intento ayudarte, pero somos iguales,
y recuerdo cuando era yo
gritando por silencio,
peleando por tener paz.
Intento ayudarte, pero somos iguales,
y recuerdo cuando era yo
gritando mis guerras
por pensar demasiado.

Escrita por: Andressa Nunes