Gaiola
Eu te disse que há outro céu além do nosso
Mas confesso que agora já não posso
Ver estrelas que não te iluminem também
Eu te disse que as asas nos libertam
Mas neste medo elas apenas me acobertam
Para que teu abrigo seja meu único bem
Vê que a contradição me assola sem pena
E que depois que a solidão envenena
Os braços não abraçam, são só grades de medo
E nos rebatemos um no outro e nas velhas vontades
Fingindo esperanças, nos prendendo a saudades
Vendo, enfim, que todo amor tem o mesmo triste enredo
Bem que eu queria ser toda essa teoria
E não ser uma história mascarada com a razão
Bem que eu queria ir além do que seria
Lembrar que o instante vale mais que a paixão
Mas não consigo -Só eu posso te amar!
Fica comigo - Só eu posso te ferir!
É um castigo -Só eu vou te machucar
Não há abrigo -Tudo em mim remete a ti
Eu até te deixaria voar
Eu até te deixaria voar
Eu até te deixaria voar
Se tu não fosses me deixar cair
Jaula
Te dije que hay otro cielo más allá del nuestro
Pero confieso que ahora ya no puedo
Ver estrellas que no te iluminen también
Te dije que las alas nos liberan
Pero en este miedo solo me cubren
Para que tu refugio sea mi único bien
Observa que la contradicción me asola sin piedad
Y que después de que la soledad envenena
Los brazos no abrazan, son solo rejas de miedo
Y nos rechazamos uno al otro y a las viejas voluntades
Fingiendo esperanzas, atados a la nostalgia
Viendo, al final, que todo amor tiene el mismo triste argumento
Ojalá pudiera ser toda esa teoría
Y no ser una historia disfrazada con la razón
Ojalá pudiera ir más allá de lo que sería
Recordar que el instante vale más que la pasión
Pero no puedo - ¡Solo yo puedo amarte!
Quédate conmigo - ¡Solo yo puedo herirte!
Es un castigo - ¡Solo yo te lastimaré!
No hay refugio - Todo en mí te remite a ti
Incluso te dejaría volar
Incluso te dejaría volar
Incluso te dejaría volar
Si no fueras a dejarme caer
Escrita por: Andressa Nunes