De olhos vendados
Vou te contar uma coisa
Cê nem vai acreditar
Quando te vejo assobiar
Eu vejo o mar
E, não adianta
Uma folha se soltar
Com a ventania
Eu me mostro,
escrevo
Me debruço na tela do dia-dia
E, se foi Deus
Quem me escolheu:
Eu desci do céu
Só para te ver, para ficar em você
Só o meu olhar é infinito
E, tem a doçura do mel
Só eu que tenho amor
Só eu
Menino não negue a paixão que movimenta
A linfa da tua pele
A cor afogueda do teu rosto
há sempre uma nova canção
Para chorar a ausência de um beijo
Um poema, que sobrevive ao amor!
Tão perto de você
há luz que irradia
e, toda fantasia
se transforma em desejo
Eu vivo tão perto
tão longe de você
Eu sempre desperto
Para te receber
Eu não tenho flores, e
desconheço o segredo das constelações
Mas, eu te entrego poesia
Eu te deixo entrar em mim
O meu abraço
é como a brisa fresca
que acaricia teu rosto depois da chuva
e cê espera as manhãs
eu te devoro
eu te levo para casa
e cê nem sabe
nem desconfia:
que já é meu
Con los ojos vendados
Voy a contarte algo
Que ni siquiera vas a creer
Cuando te veo silbar
Veo el mar
Y, no importa
Una hoja se suelte
Con el viento
Me muestro,
escribo
Me sumerjo en la pantalla del día a día
Y, si fue Dios
Quien me eligió:
Descendí del cielo
Solo para verte, para quedarme en ti
Solo mi mirada es infinita
Y tiene la dulzura de la miel
Solo yo tengo amor
Solo yo
Niño, no niegues la pasión que te mueve
La linfa de tu piel
El color encendido de tu rostro
siempre hay una nueva canción
Para llorar la ausencia de un beso
¡Un poema, que sobrevive al amor!
Tan cerca de ti
hay luz que irradia
y, toda fantasía
se convierte en deseo
Vivo tan cerca
tan lejos de ti
Siempre despierto
Para recibirte
No tengo flores, y
ignoro el secreto de las constelaciones
Pero, te entrego poesía
Te dejo entrar en mí
Mi abrazo
es como la brisa fresca
que acaricia tu rostro después de la lluvia
y esperas las mañanas
te devoro
te llevo a casa
y ni siquiera sabes
ni sospechas:
que ya eres mío
Escrita por: Angélica Rizzi