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Ponciá Evaristo, Flor del Mulungu

Annie

Ponciá Evaristo, Flor do Mulungu

Flor de mulungu, raiz brasileira
Alma guerreira, matriz ancestral
Lembranças de uma vida inteira
Relata a história, se faz maternal

Raiou o Sol, doce infância em poesia
Cada letra, uma alforria, Uma palavra de amor
Escrevivência de um Brasil silenciado
Teve traços apagados
Que a mordaça não calou
A luz do empretecer, nas folhas do saber
Matriarcado incorporou

Ê canjerê, vi do barro renascer kizomba
Sábio griô que a menina embalou
Negro é raça, negro é honra
Eu vi nascer, arco-íris florescer
Olhos d’água de saudade
Trilhando um caminho de esperança
No futuro escrever nossa verdade

Semente da favela, sentinela onde for
Em mil olhares, o axé se transformou
A força que guiou todo destino
Combinamos não morrer
Yalode Rainha
Toda Maria tem o seu poder
Serrinha
Academia do legado cultural
Traz Conceição, a herdeira de Oxum
A resistência sob a luz de Olorum

Império Serrano coroa tua gente
Liberta teus filhos de tantas correntes
Nos becos da memória reviver
Abra meu livro, pois tu sabes ler

Ponciá Evaristo, Flor del Mulungu

Flor del Mulungu, raíz brasileña
Alma guerrera, matriz ancestral
Recuerdos de una vida entera
Relata la historia, se vuelve maternal

Salió el Sol, dulce infancia en poesía
Cada letra, una libertad, una palabra de amor
Escribiendo la existencia de un Brasil silenciado
Tuvo trazos borrados
Que la mordaza no calló
La luz del empoderar, en las hojas del saber
El matriarcado se incorporó

¡Eh canjerê!, vi del barro renacer kizomba
Sabio griô que a la niña arrulló
Negro es raza, negro es honor
Vi nacer, arcoíris florecer
Ojos de agua de nostalgia
Caminando un sendero de esperanza
En el futuro escribiremos nuestra verdad

Semilla de la favela, centinela donde sea
En mil miradas, el axé se transformó
La fuerza que guió todo destino
Decidimos no morir
Yalode Reina
Toda María tiene su poder
Serrinha
Academia del legado cultural
Trae a Conceição, la heredera de Oxum
La resistencia bajo la luz de Olorum

Imperio Serrano corona a tu gente
Libera a tus hijos de tantas cadenas
En los callejones de la memoria revivir
Abre mi libro, pues tú sabes leer

Escrita por: Victor Rangel / Wagner Guerra / Alexandre Araujo / Rodrigo Peçanha / Patrick Avelar / Zé Mauro do Império / Rodrigo Gauz