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La Venganza

Anselmo Quinto

A Vingança

Ela sorriu meio triste
Um par de ases sobre a mesa
As flores desabrochadas
Eram casulos aos seus olhos murchos

Seus gestos nulos e sem vida
Eram becos sem saídas
O rosto esculpido em cada detalhe
Escondia a cara da morte

Você não é capaz de condenar
Quando o réu se levanta
Você não toma o seu lugar

Quando criança quis pegar as estrelas
Abraçar o Sol beijar a Lua
E suas lágrimas formam caindo
E suas asas despedaçadas

Saiu de casa aos seis
E só chegou aos dez
Depois de cumprir quatro anos de prisão perpétua
No aconchego do lar

Você não é capaz de condenar
Quando o réu se levanta
Você não toma o seu lugar

A adolescência apareceu meio manca
Pisava em falso no batom
Em cheio na cortina do quarto
Três mil horas se passaram
Enquanto o vento dormia, dormia lá fora
Enquanto o vento dormia, dormia lá fora

Depois de matar seu pai sete noites
E assassinar a mãe sete vezes
Ela finalmente selou o seu destina
E foi embora sem olhar pra trás
Enquanto o vento acordava, acordava lá fora
Enquanto o vento acordava, acordava lá fora

Você não é capaz de condenar
Quando o réu se levanta
Você não toma o seu lugar

La Venganza

Ella sonrió un poco triste
Un par de ases sobre la mesa
Las flores desplegadas
Eran capullos a sus ojos marchitos

Sus gestos nulos y sin vida
Eran callejones sin salida
El rostro esculpido en cada detalle
Escondía la cara de la muerte

No eres capaz de condenar
Cuando el acusado se levanta
No tomas tu lugar

Cuando niña quiso alcanzar las estrellas
Abrazar al Sol, besar a la Luna
Y sus lágrimas caían formando
Y sus alas despedazadas

Salió de casa a los seis
Y solo regresó a los diez
Después de cumplir cuatro años de prisión perpetua
En el calor del hogar

No eres capaz de condenar
Cuando el acusado se levanta
No tomas tu lugar

La adolescencia llegó cojeando
Pisando mal el lápiz labial
Directo a la cortina de la habitación
Tres mil horas pasaron
Mientras el viento dormía, dormía afuera
Mientras el viento dormía, dormía afuera

Después de matar a su padre siete noches
Y asesinar a su madre siete veces
Finalmente selló su destino
Y se fue sin mirar atrás
Mientras el viento despertaba, despertaba afuera
Mientras el viento despertaba, despertaba afuera

No eres capaz de condenar
Cuando el acusado se levanta
No tomas tu lugar

Escrita por: Sérgio Barreto