Seu Jorge VOL.I
Posso encarar calmamente
Há um final e fatalmente
Além da dúvida a frente
Veio ao último dia
Eu me atrasei novamente
Algumas questões em mente
Ela atrasou novamente
Talvez seja uma filha
Talvez não haja trilha
Se perder seja inerente
Inconscientemente ainda atrás de alforria
Tentei afastar um carma ruim que ainda me perseguia
Ser menos inconsequente, ninguém é uma ilha
Sua solidão não é companhia
(Só a solidão de companhia)
Deixo de ser eu na tentativa de não ser ninguém
Deixo de esperar aquele alívio que sei que não vem
Deixo a poeira acumulando em cima da mobília
E o medo de viver em nós é uma claustrofobia
Casas sem cômodos
Que o incômodo ocupa
Sua redenção, sua mea culpa
Entre querer ser eterno e querer morrer todo dia
Eu vou
Pelas calçadas, contra a apatia
O que meu pai diria se me visse assim
Tô precisando é cuidar de mim
Novas resoluções pra velhos dias
Su Jorge VOL.I
Puedo mirar con calma
Hay un fin y fatalmente
Más allá de la duda por delante
Llegó al último día
Llegué tarde otra vez
Algunas preguntas en mente
Volvió a llegar tarde
Tal vez sea una hija
Tal vez no haya rastro
Si se pierde ser inherente
Inconscientemente todavía después de la gelatina
Traté de alejar un mal karma que aún me perseguía
Siendo menos imprudente, nadie es una isla
Tu soledad no es compañía
(Sólo la soledad de la empresa)
Dejé de ser yo tratando de ser nadie
Dejaré de esperar ese alivio. Sé que no vendrá
Dejo el polvo apilándose en los muebles
Y el miedo a vivir en nosotros es una claustrofobia
Casas sin habitaciones
Que la molestia ocupa
Tu redención, tu mea culpa
Entre querer ser eterno y querer morir todos los días
Lo haré
En las aceras, contra la apatía
¿Qué diría mi padre si me viera así?
Necesito cuidarme sola
Nuevas resoluciones para los viejos tiempos