Tem Que Ter
Em festa de vaque jada
Tem que ter forró
Tem que ter gado e mulher.
Na curtina de poeira
Tem que ter chamego,
Tem que ter arrasta pé.
É naquele vai e vem,
De manhã ao entardecer.
Um encontro provocado, casual. . .
Entre o bem e o bem-querer.
Ô menina uma parte por favor,
Um galanteio pode ser?
És a menina mais bonita,
Que os meus olhos poderão ver.
Dança comigo este xote,
Um xaxado ou um baião.
Vem, encosta o teu rosto em meu rosto,
O teu colo em meu gibão.
Rala as coxas entre as minhas coxas,
Mas, por favor! não passe a mão.
É forró, é vaquejada:
É cachaça para quem quer.
É uma caricia prolongada,
Que encharca a mulher.
Tiene que haber
En fiesta de vaqueros
Tiene que haber forró
Tiene que haber ganado y mujer.
En la cortina de polvo
Tiene que haber cariño,
Tiene que haber arrastre de pies.
Es en ese vaivén,
De la mañana al atardecer.
Un encuentro provocado, casual...
Entre el bien y el querer bien.
Oh niña, ¿una parte por favor?,
¿Un galanteo puede ser?
Eres la niña más bonita,
Que mis ojos podrán ver.
Baila conmigo este xote,
Un xaxado o un baião.
Ven, apoya tu rostro en mi rostro,
Tu cuello en mi chaleco.
Raspa los muslos entre mis muslos,
Pero, ¡por favor! no toques.
Es forró, es vaqueros:
Es cachaça para quien quiera.
Es una caricia prolongada,
Que empapa a la mujer.
Escrita por: Antônio Guedes Filho / Mário Guedes / Misael Guedes