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Ruiseñor da Caneira

António Mello Corrêa

Rouxinol da Caneira

Fez o ninho o rouxinol
A tocar na água baixa
Guardado da luz do Sol
P'la caneira da maracha

Não tem de pôr sua
Mesa
Nem de calar a verdade
É senhor da natureza
E dono da liberdade

É livre de olhar as águas
De se afogar na corrente
De se afogar na corrente
É livre de contar mágoas
É livre de estar contente

Ninguém te corta o
Caminho
Nem te impede de voar
Ninguém te nega
Carinho
Ninguém te obriga a
Calar

Ó rouxinól da caneira
Inveja de toda a gente
Hás-de ensinar-me a
Maneira
De viver tão livremente

Ruiseñor da Caneira

Hizo el nido el ruiseñor
Tocar en el agua baja
Salvado de la luz del sol
P 'la maracha caneira

No tienes que poner tu
Oficina
Ni callar la verdad
Es el señor de la naturaleza
Y dueño de la libertad

Es libre de mirar las aguas
Para ahogarse en la corriente
Para ahogarse en la corriente
Es libre de contar las penas
Eres libre de ser feliz

Nadie te corta
Camino
No te impide volar
Nadie te niega
Encariñarse
Nadie te obliga a
Lata

O ruiseñor de la caneira
Envidia de todos
Me enseñarás a
Manera
Vivir tan libremente

Escrita por: Maria Manuel Cid