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Rainha Nzinga, Símbolo de Resistência Africana

Antônio Nick

Rainha Nzinga, Símbolo de Resistência Africana

À benção, negritude de Ngola!
Herança dos meus ancestrais
Com ela eu ergui a minha história
Das glórias de quem luta pela paz
Eu sou Nzinga, valente e guerreira!
A cultuar a natureza
É Kiluanje o meu sangue
De além mar com sanha de riqueza
Aportou a invasão
Cobiçando o brilho desse chão
Mistério que levou o meu irmão

Fui a resistência e a voz dessa nação

Bate o tambor, meu império chegou
De ndongo e matamba a soberania
Clareia, meu luar, clareia
Que a bateria sangue verde arrepia

Aos inimigos foi proposta aliança
Firmei tratados e o comércio prosperou
Se eu rezei e agradei os lusitanos
Tolo mesmo é quem acreditou
Usei da subversão
Além de rainha, no harém fui o rei
Travei batalhas ao lado do povo
Oh como eu lutei!
Vou viver onde houver esperança em cada olhar
No estandarte colorido da congada
Na liberdade de um grito a ecoar
Pois o meu nome se fez imortal
Sou Ginga Rainha no seu carnaval

Quero ver segurar a Uva
Na força do samba, na raça e no amor
Meu sangue africano não foge à luta
E o povo do Império se faz vencedor

Rainha Nzinga, Símbolo de Resistência Africana

¡Bendición, negritud de Ngola!
Herencia de mis ancestros
Con ella levanté mi historia
De las glorias de quien lucha por la paz
Soy Nzinga, valiente y guerrera
Cultivando la naturaleza
Es Kiluanje mi sangre
De ultramar con ansias de riqueza
Llegó la invasión
Codiciando el brillo de esta tierra
Misterio que se llevó a mi hermano

Fui la resistencia y la voz de esta nación

Suena el tambor, mi imperio ha llegado
De Ndongo y Matamba la soberanía
Brilla, mi luna, brilla
Que la batería sangre verde eriza

A los enemigos se les propuso alianza
Firmé tratados y el comercio prosperó
Si recé y complací a los lusitanos
Tonto es quien creyó
Usé la subversión
Además de reina, en el harén fui el rey
Libré batallas al lado del pueblo
¡Oh cómo luché!
Voy a vivir donde haya esperanza en cada mirada
En el estandarte colorido de la congada
En la libertad de un grito resonando
Pues mi nombre se hizo inmortal
Soy Ginga Reina en su carnaval

Quiero ver sostener la Uva
En la fuerza del samba, en la garra y en el amor
Mi sangre africana no huye de la lucha
Y el pueblo del Imperio se hace vencedor

Escrita por: Carlinho de Lima / Bidú do Cavaco / Antônio Nick / Fagner Fernandes / João Fernandes / João Pedro / Juan Nahuel / Nurynho Almawi