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Sambada de los Maestros

Antonio Nóbrega

Sambada Dos Mestres

As sete chaves das artes
Eu trago todas comigo
Com elas na minha mão
Enfrento qualquer perigo.
As tenho como presentes
Dos mestre, grandes amigos.

Meu mestre salustiano
Me deu lá na mata sul
Uma garganta de ouro
Para eu cantar maracatu.

Embolar com um ganzá
Aprendi com chico antônio.
Tocar tudo com a rabeca,
Cego aderaldo e sinfrônio.
Com esses dois instrumentos
Faço o maior pandemônio.

No improviso da viola
De todos sou o primeiro,
Porque sou cobra criada
Pelo pinto do monteiro.

Faceta no pastoril
Me ensinou ser mungangueiro.
Com dona santa aprendi
A batucar num terreiro.
E com leandro de barros
Me doutorei folheteiro.

Com o capitão pereira
Me diplomei menestrel.
Bumba-meu-boi ressucito
Igual a cristo no céu.

Eu louvo os mestres das danças,
Lhes dou todo meu carinho.
Pastinha e zé alfaiate,
Capoeira e caboclinho.
Eu louvo mateus guariba,
Do meu cavalo-marinho.

Vivo e brinco com meu povo,
Sou um cavaleiro andante.
Nesse nosso mundaréu
Minha sina é ser brincante.

Sambada de los Maestros

Las siete llaves de las artes
Las traigo todas conmigo
Con ellas en mi mano
Enfrento cualquier peligro.
Las tengo como regalos
De los maestros, grandes amigos.

Mi maestro Salustiano
Me dio allá en la selva sur
Una garganta de oro
Para cantar maracatu.

Improvisar con un ganzá
Aprendí con Chico Antônio.
Tocar todo con la rabeca,
Cego Aderaldo y Sinfrônio.
Con estos dos instrumentos
Armo el mayor pandemónium.

En la improvisación de la viola
De todos soy el primero,
Porque soy cobra criada
Por el pinto del Monteiro.

Faceta en el pastoril
Me enseñó a ser mungangueiro.
Con doña Santa aprendí
A tocar en un terreiro.
Y con Leandro de Barros
Me doctoré folletinero.

Con el capitán Pereira
Me diplomé menestrel.
Bumba-meu-boi resucito
Igual que Cristo en el cielo.

Alabo a los maestros de las danzas,
Les doy todo mi cariño.
Pastinha y Zé Alfaiate,
Capoeira y Caboclinho.
Alabo a Mateus Guariba,
Del mi caballo-marino.

Vivo y juego con mi gente,
Soy un caballero andante.
En este nuestro mundaréu
Mi destino es ser juglar.

Escrita por: Antônio Nóbrega / Wilson Freire