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Qué lástima que creciste

Antonio Silvino Oliveira dos Santos

Pena Que Você Cresceu

Quanta saudade da sua infância
Me encantava quando sorria
Era tudo pra mim

Sempre chorava quando eu saia
Sempre sorria quando eu chegava
E perguntava: Pai que trouxe pra mim?
Pendurava no meu pescoço
Mesmo suado me beijava o rosto

Pena que você cresceu
E tudo isso já se esqueceu
Chorou pra te fazer dormir
E agora aqui quem chora sou eu
Sou eu quem chora aqui

Fez o seu Mundo onde não faço parte
Mas, te ajudei dar os primeiros passos
Pra chegar aí onde está

Fala comigo já virando as costas
Finge ou não se importa como estou aqui
Fui teu Cavalo fui o seu Cowboy
Fui teu vilão também fui teu herói
Já nem sei mais o que sou agora

Não diz aonde vai nem hora de chegar
Acho que faz isso pra me torturar, é assim
Não diz com quem vai sair
Só pede algum dinheiro pra se divertir, por aí

Não se incomoda de me ver tão só
Parece que sem mim a vida é bem melhor
Abandonado fico no meu canto
E a cada dia a viada é bem pior

Nada, nada vai mudar em mim
Eu sempre vou te amar, vou amar você
E sempre será meu Bebê, meu Bebê!

Qué lástima que creciste

Cuánta nostalgia de tu infancia
Me encantaba cuando sonreías
Eras todo para mí

Siempre llorabas cuando me iba
Siempre sonreías cuando llegaba
Y preguntabas: ¿Papá, qué trajiste para mí?
Te colgabas de mi cuello
Aunque estuviera sudado, me besabas en la mejilla

Qué lástima que creciste
Y todo eso ya lo olvidaste
Lloraba para hacerte dormir
Y ahora aquí quien llora soy yo
Soy yo quien llora aquí

Creaste tu mundo donde no tengo lugar
Pero te ayudé a dar los primeros pasos
Para llegar a donde estás

Hablas conmigo dándome la espalda
Finges o no te importa cómo estoy aquí
Fui tu caballo, fui tu vaquero
Fui tu villano y también fui tu héroe
Ya ni sé qué soy ahora

No dices a dónde vas ni a qué hora regresarás
Creo que haces eso para torturarme, es así
No dices con quién saldrás
Solo pides algo de dinero para divertirte, por ahí

No te molesta verme tan solo
Parece que sin mí la vida es mucho mejor
Abandonado me quedo en mi rincón
Y cada día la vida es aún peor

Nada, nada cambiará en mí
Siempre te amaré, te amaré
Y siempre serás mi bebé, mi bebé!

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