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Balada para Monk

Antonio Villeroy

Balada para Monk

Você falou de solidão
A solidão de um quarto escuro
Falou que estava procurando alguém
Que te levasse sobre o muro
E foi buscar tão longe longe longe
Mas tão preso a tudo
Alguma coisa sempre te detém
Um peso a mais e você fica mudo
Aliás, você anda tão calado
Anda meio adormecido
Também não tem que estar pulando aos brados
Mas podia estar mais disponível
Mais relaxado é, mais distraído até
Não, tem que estar até bem mais esperto
Aliás, você anda distraído demais e isso não é bom
Esse não é tom da nossa nova canção
Entre milhões de seres e bilhões de átomos
Por todos os segundos onde estou e vou
Como arrancar com mais velocidade dessas bocas
Uma verdade só
Uma verdade só
Uma verdade só
Uma verdade só que fosse uma verdade
Você tem medo do silêncio
Você tem medo do escuro
Você prefere um incêndio
Você se esquente no barulho
Então tá bem
Busque além
No zen dos mantras de um homem de bem
Quem sabe à tarde um outro vem e diz
Você precisa estar atento
Precisa estar mais preparado
Seria bom revisitar os tempos
Como é que os povos foram dar por esses lados
Desertos, sol a pé, secume e dor, mas fé
Doenças e algumas conquistas por certo
No mais procure viver em paz, procure saber seu tom
Quem sabe saber um Dom, ou sabe ou saberá
Entre milhões de seres...

Balada para Monk

Hablaste de soledad
La soledad de un cuarto oscuro
Dijiste que estabas buscando a alguien
Que te llevara sobre el muro
Y fuiste a buscar tan lejos lejos lejos
Pero tan atrapado a todo
Algo siempre te detiene
Un peso extra y te quedas mudo
De hecho, has estado tan callado
Andas medio adormecido
No es que tengas que estar gritando a los cuatro vientos
Pero podrías estar más disponible
Más relajado, más distraído incluso
No, debes estar mucho más despierto
De hecho, has estado demasiado distraído y eso no está bien
Ese no es el tono de nuestra nueva canción
Entre millones de seres y miles de átomos
Por cada segundo donde estoy y voy
¿Cómo sacar con más velocidad de esas bocas
Una verdad única
Una verdad única
Una verdad única
Una verdad única que fuera una verdad
Tienes miedo al silencio
Tienes miedo a la oscuridad
Prefieres un incendio
Te calientas con el ruido
Entonces está bien
Busca más allá
En el zen de los mantras de un hombre de bien
Quién sabe si por la tarde otro vendrá y dirá
Necesitas estar atento
Necesitas estar más preparado
Sería bueno revisitar los tiempos
¿Cómo es que los pueblos llegaron a estos lados?
Desiertos, sol a pie, sequedad y dolor, pero fe
Enfermedades y algunas conquistas seguramente
En resumen, busca vivir en paz, busca conocer tu tono
Quién sabe si conocer a un Dom, o sabe o sabrá
Entre millones de seres...

Escrita por: Antonio Villeroy